A maioria das 6.349 pessoas que ainda moram nas 56 unidades de saúde mental do Estado de São Paulo não precisaria estar ali.

A maior parte também não recebe uma única visita. De cada dez, três já passaram dos 60 anos e 65% do total foram “esquecidos” há mais de uma década nos hospitais psiquiátricos. É o que mostra o primeiro censo desta população. O trabalho durou um ano e os resultados foram divulgados ontem.

Do total de moradores, 30% tem retardo mental e outros 21% epilepsia, o que indica que mais da metade (51%) não apresenta nenhum transtorno que justifique a internação. Outro dado diagnosticado no censo pode justificar a longa permanência: 52% foram abandonados pela família.

Diante do quadro, o governo do Estado anunciou investimento de R$ 15 milhões para, no prazo de 3 anos, ressocializar todos estes pacientes, com a implantação de espécie de “repúblicas”- casas terapêuticas que serão compartilhadas por oito pessoas. Até o final de 2009, três mil deles já deixarão o Juqueri, Pinel, entre outros para ganhar endereço novo, promete o secretário estadual de saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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