O secretário de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, César Monteiro, culpou hoje mais uma vez a falta de policiamento ostensivo nas ruas do Rio de Janeiro pela morte do coronel José Lourenço, ex-diretor de Bangu 3 - assassinado em 16 de outubro com mais de 60 tiros de fuzis quando seguia de carro para o presídio. Ele ainda criticou o ex-subsecretário de Unidades Prisionais, coronel Francisco Spargoli, por não ter percebido a necessidade de fornecer segurança ao ex-diretor.

"O responsável por fornecer escolta, arma e carro aos diretores e coordenadores era o subsecretário, que, além de ter essa obrigação por função, era amigo pessoal do coronel Lourenço", disse, durante depoimento na audiência pública das comissões de Segurança e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio, que apura a morte do ex-diretor de Bangu 3.

Monteiro culpou também Lourenço, que, segundo ele, abdicou da escolta da Polícia Militar por opção própria. O secretário apresentou hoje um documento que comprova que Lourenço dispensou o serviço de escolta militar. Ele disse também que a secretaria já recebeu várias denúncias de que o diretor poderia sofrer uma emboscada e ele havia sido avisado do perigo.

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