Associações e representantes de transplantados consideraram um avanço a mudança na legislação sobre transplantes, a qual dá prioridade a crianças e jovens, mas disseram que ainda há pontos que devem ser modificados. Para o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Valter Duro Garcia, ficou faltando uma normatização do transplante de intestino no País.

“O SUS (Sistema Único de Saúde) não faz porque não há pagamento para esse tipo de transplante nem normatização”, afirma. Outra reivindicação não atendida é a criação de seguro de vida para equipes de captação de órgãos (em caso de acidente no trabalho) e para doadores vivos. “A chance de um doador vivo de fígado ou rim morrer é muito pequena, mas existe. A pessoa tem de poder deixar alguma coisa à família.”

O presidente do Grupo Otimismo, Carlos Varaldo, diz que um dos maiores obstáculos para o aumento da captação é a falta de UTIs nos hospitais para manter doadores potenciais vivos até a retirada do órgão. “Entra um jovem que sofreu um acidente de trânsito e não tem vaga na UTI. O médico desliga o doador com morte cerebral para atender o paciente vivo.” Em sua opinião deveria haver leito específico para manter esses pacientes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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