Falta de respostas agrava situação de Edmar Moreira, diz relator

BRASÍLIA - O relator do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) no conselho de Ética da Câmara, Nazareno Fontelles (PT-BA), disse nesta terça-feira que a falta de respostas aos questionamentos feitos durante a sua oitiva no Conselho agravam sua situação.

Severino Motta, repórter em Brasília |

"No contexto em que as coisas estão acontecendo [a falta de resposta], é agravante para a parte de juízo dos membros do conselho. Ouvi muitos deles expondo essa opinião", disse Fontelles.

Durante a oitiva, Edmar alegou para a maioria dos questinamentos, que eles fugiam do tema principal de sua representação, que trata do uso indevido de sua verba indenizatória.

Edmar é acusado de ter desviado recursos para sua sempresas de segurança sem que os serviços fossem efetivamente prestados.

Além de não responder as perguntas do Conselho sob a alegação de desvio do objeto de sua acusação, ele se negou, por inteiro, a responder perguntas feitas por deputados do Democratas, seu antigo partido.

Em um dos casos, a deputada Solange Amaral (DEM-RJ) perguntou se Edmar poderia fornecer cópias do requerimento à presidência feito pelos funcionários de segurança que supostamente lhe prestaram serviço. "A senhora está em missão partidária, fui expulso de seu partido, lamento, mas vossa excelência não possui isenção para fazer perguntas", respondeu Edmar.

Com a oitiva do deputado, requerimentos de convocação para que o Conselho escute os funcionários de segurança que supostamente prestaram serviços a Edmar devem ser votados nesta quarta-feira.


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