Falta de quórum deve adiar de novo instalação da CPI

Permanece o impasse em torno da instalação da CPI da Petrobras. A base governista obstruiu ontem a sessão da CPI das ONGs e anunciou que permanecerá em obstrução até que seja resolvida a questão da relatoria desta comissão.

Agência Estado |

Segundo a assessoria do líder do PT, Aloizio Mercadante (PT-SP), a base governista não deverá comparecer à reunião da CPI marcada para as 14h30 de hoje. "Enquanto não houver acordo e a oposição não rever a sua posição, não daremos quórum. É difícil qualquer coisa prosperar", disse Mercadante, conforme sua assessoria. Com isso, não deve haver quórum suficiente para a realização da sessão.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, se reuniu hoje pela manhã com o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) - que, pelo critério de idade, tem a prerrogativa de presidir a primeira sessão da CPI. Nesta conversa, foi confirmado que não haverá quórum na sessão de hoje. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que acompanha de perto as negociações no Senado, já foi até avisado pelos colegas peemedebistas que a CPI não sai hoje.

Além da obstrução da base aliada, o fato de hoje ser véspera de feriado também colabora para a não instalação da CPI da Petrobras. Alguns senadores que integram a comissão já estariam de passagem marcada para viajar nesta tarde. O impasse na CPI das ONGs deve-se ao fato de os governistas quererem de volta a relatoria da comissão. Inicialmente, o relator era o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), mas ele teve de abrir mão do cargo para assumir uma vaga de titular na CPI da Petrobras. Com a vacância do cargo, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI) nomeou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) para a relatoria.

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