Falta de governadores de SE e S marca evento de Lula

A ausência dos governadores das regiões Sudeste e Sul marcou a solenidade de lançamento do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida, que prevê a construção de um milhão de moradias até o final do mandato do presidente Luz Inácio Lula da Silva. Prestigiaram o evento realizado no Itamaraty, em Brasília, dez governadores, a maioria aliada a Lula e simpática à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República em 2010.

Agência Estado |

Nem mesmo o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), aliado ao Planalto, compareceu.

Aliados do presidente Lula presentes à solenidade aproveitaram para criticar especialmente o governadores e prováveis presidenciáveis do PSDB Aécio Neves, de Minas Gerais, e José Serra, de São Paulo. "Ou tem moradia em excesso em Minas e São Paulo ou há excesso de vaidade dos governadores", disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT).

Já o governador de Alagoas, Teotonio Vilela (PSDB), afirmou que a ausência de Serra e Aécio se justifica por problemas de agenda. "É que eles governam Estados grandes. Eles têm agenda pré-estabelecida há muito tempo. Normalmente este tipo de programa é de mais interesse de Estados menores." Villela comentou que metade dos três milhões de habitantes alagoanos mora em situação precária. "Um programa como este faz uma diferença enorme no meu Estado", disse. Villela, junto com os governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e de Roraima, Anchieta Junior (PSD), integraram o grupo de oposição na solenidade.

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que "em hipótese alguma" Serra e Aécio deixaram de vir por considerarem que o evento faz parte da estratégia do planalto para eleger Dilma Rousseff. "O presidente Lula sempre faz questão de dizer que o governo é de todos." Múcio disse ainda que os dois governadores tucanos concordaram com todos os pontos do programa.

Aliados ausentes

Além de Cabral, também estavam ausentes os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Paraná, Roberto Requião, ambos do PMDB e aliados ao Planalto. Na plateia no Itamaraty ainda estavam prefeitos de capitais, ministros do governo e funcionários da administração federal. Também ajudam a lotar o salão Rio Branco, local usado pelos presidentes para recepcionar chefes de Estado estrangeiros, uma grupo de pessoas ligadas a movimentos sociais aliados com o governo. Foram essas pessoas que, logo que Dilma pegou o microfone para discursar, levantaram-se e aplaudiram efusivamente a ministra.

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