Falta de depósito faz cair apreensão de caça-níquel

A Receita Federal apreendeu em 2009 um número muito menor de máquinas caça-níqueis ilegais do que em 2008. O número caiu de 23.

Agência Estado |

342 para 4.728. Em 2007, haviam sido 5.575. Segundo o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, a queda foi em decorrência de dificuldades de logística que estão sendo resolvidas. Hoje, autoridades estaduais do Rio e federais promoveram a destruição de 4.018 destas máquinas no Terreirão do Samba, na Praça Onze, centro do Rio.

A principal destas dificuldades é o armazenamento: os depósitos usados pela Receita Federal estavam abarrotados com 33.645 máquinas apreendidas nos anos de 2007 e 2008, antes de começarem as destruições. Cerca de 10 mil máquinas recolhidas pelas Polícia Militar e Polícia Civil em 2008 e 2009 estão em batalhões da PM e prédios da Polícia Civil por falta de espaço nos depósitos da Receita.

Além disso, há demora para autorizar a destruição das máquinas em razão de processos administrativos e judiciais longos. "Há necessidade de perícias, de prazos para a defesa e nem sempre quando a Receita decreta o perdimento do equipamento administrativamente ele pode ser destruído, pois fica na dependência de ordem judicial", segundo explicou a superintendente da Receita Federal no Rio, Eliana Polo Pereira.

Pelos cálculos do procurador da República Carlos Alberto Aguiar tudo o que foi apreendido até hoje, cerca de 44 mil máquinas, é ainda inferior ao número de máquinas que ainda funcionam clandestinamente espalhadas pelo Estado. Somente a carcaça é destruída. A área de informática da Receita limpa o HD da máquina e destina o equipamento, junto com o monitor e placas de vídeo a programas de inclusão digital. Estas peças, repassadas a órgãos técnicos, são reutilizadas na montagem de novos computadores, com o trabalho de jovens em cursos de aprendizagem.

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