blecaute que começou às 15h30 de segunda-feira e http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/24/fornecimento+de+energia+e+restabelecido+na+zona+sul+do+rio+de+janeiro+9168909.html target=_blankterminou às 14h40 desta terça-feira em Ipanema, Leblon e Lagoa, zona sul do Rio, coloca em xeque a atuação do órgão regulador e a expõe falta de investimentos na distribuição de energia elétrica. Segundo especialistas ouvidos pelo iG, não apenas na capital fluminense, mas em outras regiões do País, as distribuidoras não têm investido de forma a acompanhar o consumo. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não estimula a expansão da rede. " / blecaute que começou às 15h30 de segunda-feira e http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/24/fornecimento+de+energia+e+restabelecido+na+zona+sul+do+rio+de+janeiro+9168909.html target=_blankterminou às 14h40 desta terça-feira em Ipanema, Leblon e Lagoa, zona sul do Rio, coloca em xeque a atuação do órgão regulador e a expõe falta de investimentos na distribuição de energia elétrica. Segundo especialistas ouvidos pelo iG, não apenas na capital fluminense, mas em outras regiões do País, as distribuidoras não têm investido de forma a acompanhar o consumo. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não estimula a expansão da rede. " /

Falta ação preventiva das empresas de energia, dizem especialistas

RIO DE JANEIRO - O http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/24/duas+semanas+apos+apagao+40+mil+ficam+sem+luz+no+rio+de+janeiro+9160930.html target=_topblecaute que começou às 15h30 de segunda-feira e http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/24/fornecimento+de+energia+e+restabelecido+na+zona+sul+do+rio+de+janeiro+9168909.html target=_blankterminou às 14h40 desta terça-feira em Ipanema, Leblon e Lagoa, zona sul do Rio, coloca em xeque a atuação do órgão regulador e a expõe falta de investimentos na distribuição de energia elétrica. Segundo especialistas ouvidos pelo iG, não apenas na capital fluminense, mas em outras regiões do País, as distribuidoras não têm investido de forma a acompanhar o consumo. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não estimula a expansão da rede.

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

A distribuidora acaba sendo conservadora porque a própria Aneel, ao definir o aumento de tarifa, não autoriza repasse desses investimentos considerados necessários pela empresa para o preço final da energia. Então, tudo o que acontece fora do esperado, fora do plano das concessionárias, resulta em problemas de abastecimento, afirmou ao iG o diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Rafael Schechtman.

As tarifas da Light estão abaixo da média dos valores cobrados pelas distribuidoras. A distribuidora fluminense cobra R$ 0,3114 por KW/h, valor menor que o fixado por 38 concessionárias. Está entre as 23 tarifas mais baixas, das 66 expostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A tarifa da distribuidora fluminense foi reajustada neste mês em 4,27% e tem vigência até novembro de 2010, segundo a reguladora.

AP

Estabelecimento às escuras durante apagão em área nobre da zona sul do Rio

Consumo

De acordo com o CBIE, o consumo de energia no Rio aumentou cerca de 20% nas últimas semanas por causa do calor acentuado e da maior aquisição de aparelhos de ar condicionado. O aumento da renda e da demanda expressiva por energia não estavam no plano das distribuidoras, segundo especialistas. O consumo estava crescendo em cerca de 4%, o que já era positivo para quem esperava queda no consumo.

Quando a Light e outras empresas planejaram investimentos deste ano, estávamos em plena crise. Ninguém imaginava que o consumo fosse crescer tanto, porque não se pensava que as pessoas fossem comprar tanto e consumir tanta energia, acrescentou Schechtman.

O especialista avalia que as empresas, principalmente as concessionárias responsáveis pelo fornecimento de energia no Rio, têm de trabalhar com margem na hora de planejar a demanda por eletricidade, por causa do verão escaldante e do perfil residencial de consumo na cidade.

Não houve possibilidade de remanejar o fornecimento de energia de um cabo (com defeito, que provocou o apagão segundo a Light) para outro porque a rede de distribuição já estava operando em sua capacidade máxima. Está faltando uma ação preventiva das empresas e do órgão regulador, comentou o especialista.

Investimentos

O Shopping Leblon, que recebe cerca de 10 mil pessoas por dia, ficou fechado até o início da tarde desta terça-feira. O mesmo problema foi enfrentado pelo Rio Design Center, assim como outros shoppings e estabelecimentos comerciais. Fora da concessão da Light também houve cortes de abastecimento nas últimas semanas. Niterói e Búzios, municípios atendidos pela Ampla, ficaram sem luz há algumas semanas.

O princípio é que as distribuidoras vão sempre maximizar o lucro. Cabe à agência reguladora acompanhar e fiscalizar investimentos. As concessionários têm realizado lucros expressivos nos últimos anos. O aumento tarifário foi menor que o investimento, disse ao iG Marcos Freitas, professor de Planejamento Energético da Centro de Tecnologia da Pós-Graduação da Universidade Federal (Coppe-UFRJ) e ex-diretor da Aneel. Há indícios de que há necessidade de maior acompanhamento dos investimentos em distribuição, acrescentou.

Fora do Rio, e especialmente em São Paulo, segundo os especialistas, o cuidado das distribuidoras deve ser com o crescimento econômico. A recuperação da indústria em algum momento vai exigir maior consumo do que o planejado pelas empresas. Qualquer coisa que aconteça fora do esperado poderá deixar as cidades às escuras, disse Schechtman.

Assista ao vídeo sobre o apagão no Rio:

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