Falso engenheiro que dava aula em universidade é preso no Rio de Janeiro

Um homem de 45 anos foi preso na quarta-feira, no Rio de Janeiro, sob a acusação de falsidade ideológica. Edson Abreu, que também se chamava Eddy em um de seus documentos, foi descoberto pela Polícia Civil ao tentar unificar toda sua documentação com o nome de ¿Eddie¿. Ele também tinha diploma de engenharia falsificado e dava aulas de ¿Marketing e Administração de Negócios¿ desde 2006, na Universidade Estácio de Sá.

Redação |

O suposto engenheiro tinha um certificado de mestrado falso da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Na realidade, Abreu é técnico em edificações e morou nos EUA, onde trabalhou como ator e motorista de táxi.

A prisão do suspeito foi feita pelo 13º Distrito Policial, em Copacabana. O delegado Antenor Martins Júnior definiu Edson como muito ousado. Isso porque ele foi pego ao tentar pressionar a polícia para que seu novo documento, com o nome Eddie, fosse emitido. Ele tinha tirado, até então, sua carteira de trabalho e passaporte, e a desconfiança das autoridades só teve início quando o homem foi solicitar a emissão de uma nova carteira de motorista no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), e alguns de seus dados não conferiam.

O técnico em edificações teria se formado em engenharia em 1988 e exerce a profissão desde então. De acordo com o delegado Martins, Edson fala fluentemente os idiomas inglês e espanhol, sempre trabalhou em boas empresas, e seu salário nos dois empregos atuais lhe rendia mais de R$ 8.000 por mês. Nunca desconfiaram de sua suposta fraude.

Edson de Abreu não tem direito à liberdade condicional e vai ficar na cadeia durante o processo, onde ele pode ser acusado por falsidade ideológica, uso de documento falso e falsidade de documento público e privado.

O responsável pela posição oficial da empresa Sotreq, em que Edson trabalhava, não foi encontrada para comentar o assunto. Em uma nota, a assessoria de imprensa da Universidade Estácio de Sá diz que "está acompanhando as investigações da polícia até que haja esclarecimento sobre a denúncia e irá auxiliar as instituições competentes em todas as informações que forem solicitadas". O comunicado ressalta que o suspeito não está dando aulas na instituição neste semestre.

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