Falha afetou 915 redações do Enem, diz ministério

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), admitiu ontem que um problema na digitalização das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou à divulgação errada das notas de 915 estudantes. As notas obtidas no Enem puderam ser usadas para concorrer a 47,9 mil vagas em cursos superiores de instituições federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Agência Estado |

A primeira fase do processo de seleção terminou ontem à meia-noite.

O erro nas notas das redações teria sido identificado pelo Inep no domingo e corrigido na segunda-feira. Segundo o instituto, todos os estudantes afetados foram avisados por mensagens de celular. No processo de digitalização das redações, cada texto é associado a um código de barras e não ao nome do autor, para garantir a impessoalidade da correção.

O comunicado divulgado pelo Inep diz que foram identificados casos de leitura óptica "realizadas de forma parcial, dificultando a interpretação das informações". O instituto anunciou que o processo de leitura óptica foi refinado e as informações reinseridas no sistema de consulta aos resultados.

Inscrições

Até o meio-dia de ontem, o MEC registrou a inscrição de mais de 692 mil candidatos para os cursos de graduação oferecidos pelo Sisu. Mais de 915 mil alunos fizeram a troca de senha, o que significa que entraram no sistema pelo menos uma vez apesar de nem todos terem realizado a inscrição.

As vagas que não forem preenchidas serão reabertas em uma segunda fase, entre 15 e 20 de fevereiro. O MEC prevê ainda uma terceira fase, entre os dias 1º e 3 de março. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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