Fábricas começam a retomar ritmo de vendas de 2010

Após ano ruim em 2009, fabricantes de motocicletas já tem números que mostram que vendas retomaram o crecimento neste ano

Daniel Torres, iG São Paulo |

O crescimento da frota de veículos no Brasil é preocupante e a tendência é piorar. Fundamental para o crescimento econômico e do número de empregos no País, o setor automobilístico recebeu diversos incentivos do governo federal para seguir com as vendas em alta durante e depois da grave crise econômica que abalou o mundo em 2008 e 2009.

Mas as principais indústrias de motocicletas no País tiveram um 2009 para esquecer. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em 2009, as vendas de motocicletas caíram 18% em relação a 2008, o grande ano do setor.

O presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), Lucas Pimentel, confia que 2010 será um ano de recuperação. "No último ano, a compra de motos caiu muito porque o crédito ficou restrito. Agora o governo federal deu incentivos, como uma grande linha de crédito e a isenção do Cofins. Alguns Estados também adotaram medidas sobre o valor do IPVA. Esperamos uma retomada de crescimento para esse ano", afirmou Pimentel.

Em 2008, foram emplacados no Brasil, segundo dados da Fenabrave, 2,19 milhões de carros. O número de motos chegou a 1,9 milhão. Em 2009, com o incentivo do governo às indústrias de automóveis, 2,4 milhões de automóveis foram registrados. O número de motos emplacadas caiu para 1,6 milhão.

Apesar da queda, o número é representativo e, segundo balanço divulgado pela Abraciclo, desde o início deste ano já foi registrada uma inversão na queda nas vendas. O resultado do acumulado do ano está 9,6% acima do registrado no primeiro trimestre de 2009. No trimestre, o setor de duas rodas registrou a comercialização de 410.095 motocicletas, número 21,15% maior do que o apontado no mesmo período de 2009.

“Os dados são melhores do que os registrados nos últimos 18 meses e apontam para uma recuperação do setor, que foi muito atingido pela crise econômica. Porém, agora, com o término da isenção da Cofins, não sabemos como será a reação do público e os reflexos nas vendas”, afirma Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo.

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