A empresa farmacêutica Sanofi-Aventis divulgou hoje nota oficial à imprensa afirmando que mantém rigoroso controle de qualidade de seus processos produtivos e dispõe de serviço permanente de farmacovigilância, que acompanha qualquer evento adverso relacionado ao uso de seus produtos. A empresa foi citada na edição de hoje do jornal O Estado de S.

Paulo em matéria que mostra a preocupação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o risco de ocorrência de possíveis infecções devido ao uso do produto de preenchimento facial poli-L-lático, o Sculptra, da Sanofi-Aventis.

Apesar de não haver evidência de envolvimento direto do produto nas contaminações, a Anvisa afirmou que será feita uma apuração sobre o caso. Também serão analisados os procedimentos médicos e a água usada na diluição do produto. A Sanofi-Aventis ressaltou que o Sculptra é um produto aprovado em mais de 15 países, como Alemanha, França, Itália e Reino Unido. E que "não tem conhecimento de casos envolvendo o Sculptra no mundo". Também afirmou que, após a publicação da matéria, a empresa, "em avaliação, não constatou casos semelhantes com os lotes apontados e tampouco em outros lotes comercializados no País".

A Anvisa informou ontem que pelo menos três pacientes que se submeteram a um tipo de preenchimento facial, procedimento estético não-cirúrgico, também podem ser vítimas das micobactérias de crescimento rápido que já causaram lesões de difícil cicatrização em 76 pessoas só neste ano. Os casos, todos de pacientes do sexo feminino e que tiveram seus rostos afetados, foram registrados no mês passado em Minas Gerais e surpreenderam especialistas porque somente pessoas operadas por diferentes técnicas cirúrgicas, principalmente as videocirurgias, vinham sendo contaminadas pela micobactérias.

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