FAB encontra destroços do bimotor que desapareceu na Bahia

ILHÉUS - A Força Aérea Brasileira (FAB) localizou, na manhã desta terça-feira, partes do bimotor Cessna, prefixo PT-JGX, da empresa Aero Star, que desapareceu na última sexta-feira com seis pessoas. Por meio de nota, a FAB informou que suas aeronaves foram deslocadas para o local e as buscas estão concentradas na região de Barra Grande, no litoral da Bahia, onde os destroços foram achados.

Redação com Agência Estado |

Os trabalhos tiveram início às 7h. Ao todo, duas aeronaves e um helicóptero H-1H da FAB participam das buscas, além de uma lancha e uma embarcação da Marinha.

Segundo a assessoria da FAB, a área inicial de buscas foi ampliada em 100%. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros também auxiliam nos serviços.

O caso

O bimotor decolou de Salvador às 17h de sexta-feira com destino a Ilhéus, localizada a 458 quilômetros ao sul da capital baiana.

Segundo a gerente comercial da Aero Star, Ellen Duarte, o piloto Clóvis Revault de Figueiredo e Silva, de 61 anos, que tinha mais de 15 mil horas de vôo, fez o último contato com o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 17h43. Ele disse que estava cancelando a navegação por instrumentos para proceder o pouso, previsto para as 17h51. O clima era chuvoso na região, mas havia visibilidade, segundo a Infraero.

Ainda de acordo com Ellen, o piloto informou à torre que o avião estava a 27 milhas náuticas (50 quilômetros) da cabeceira da pista do aeroporto. "Pela posição, ele deveria estar a oito milhas náuticas (cerca de 15 quilômetros) da costa, sobre o mar", diz a gerente. Foi o último contato do avião.

O avião levava o presidente da empresa de investimentos turísticos Worldwide Destinations (WWD), Sean Woodhall, o representante da WWD no Brasil, Ricky Every, o presidente da empresa de gerenciamento Diamond Lifestyle Holdings, Alan Trevor Kempson, e o executivo da empresa Nigel Hodges, todos ingleses. Além deles, estavam a bordo o piloto Silva e o co-piloto Leandro Oliveira Veloso, de 34 anos.


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Resort

A WWD estava se preparando para lançar, na região de Vila Paraíso, seu primeiro empreendimento turístico-imobiliário no Brasil: um complexo que reuniria um hotel, um condomínio de apartamentos e um campo de golfe chamado Barra Nova Pearl & Lagoa Pearl Eco-Nature Resorts. A empresa tem imóveis parecidos no sul europeu e no norte africano.

O empreendimento era preparado em um terreno de 210 hectares, com 1,2 quilômetro de praia, comprado pela empresa há cerca de dois anos. Um apartamento de dois quartos no resort, na fase de pré-lançamento, é anunciado por imobiliárias inglesas por 67 mil libras e por imobiliárias norte-americanas por US$ 130 mil.

O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, conta que se reuniu com Ricky Every na semana passada. "Ele estava em um grupo de empresários de Ilhéus e região, que veio discutir o impacto, na região, da construção do Porto Sul (projeto misto de porto, ferrovia, hidrovia, rodovia e aeroporto para escoamento de mercadorias, a ser instalado em Ponta do Tulha)", afirmou. "Ricky estava bastante preocupado com o projeto, mas entendeu a importância dele para a região. Estávamos discutindo como minimizar eventuais impactos", disse. 

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