FAB encerra buscas por bimotor que desapareceu na Bahia

ILHÉUS - Foram encerradas na noite desta quarta-feira as buscas pelo avião bimotor que desapareceu próximo à cidade de Ilhéus, no litoral da Bahia, na última sexta-feira. Na aeronave, prefixo PT-JGX, estavam seis pessoas entre passageiros e tripulantes, que não foram encontradas.

Redação |

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), foram usadas três aeronaves da Aeronáutica nas buscas, além de uma embarcação da Marinha Brasileira. A operação durou cinco dias e cobriu uma área de mais de 9 mil quilômetros quadrados.

Na terça-feira, dia 6, a FAB localizou destroços da aeronave, um bimotor Cessna C-310 Q, da empresa Aero Star, na região de Barra Grande, também no litoral da Bahia. As buscas foram concentradas no local, mas nada mais foi encontrado pelos homens da Marinha, dos Bombeiros e da Polícia Militar que participaram das buscas.

De acordo com a assessoria da FAB, as buscas ainda podem ser retomadas caso seja descoberto algum indício do paradeiro do avião.

O caso

O bimotor decolou de Salvador às 17h de sexta-feira com destino a Ilhéus, localizada a 458 quilômetros ao sul da capital baiana.

Segundo a gerente comercial da Aero Star, Ellen Duarte, o piloto Clóvis Revault de Figueiredo e Silva, de 61 anos, que tinha mais de 15 mil horas de vôo, fez o último contato com o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 17h43. Ele disse que estava cancelando a navegação por instrumentos para proceder o pouso, previsto para as 17h51. O clima era chuvoso na região, mas havia visibilidade, segundo a Infraero.

Ainda de acordo com Ellen, o piloto informou à torre que o avião estava a 27 milhas náuticas (50 quilômetros) da cabeceira da pista do aeroporto. "Pela posição, ele deveria estar a oito milhas náuticas (cerca de 15 quilômetros) da costa, sobre o mar", diz a gerente. Foi o último contato do avião.

O avião levava o presidente da empresa de investimentos turísticos Worldwide Destinations (WWD), Sean Woodhall, o representante da WWD no Brasil, Ricky Every, o presidente da empresa de gerenciamento Diamond Lifestyle Holdings, Alan Trevor Kempson, e o executivo da empresa Nigel Hodges, todos ingleses. Além deles, estavam a bordo o piloto Silva e o co-piloto Leandro Oliveira Veloso, de 34 anos.


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Resort

A WWD estava se preparando para lançar, na região de Vila Paraíso, seu primeiro empreendimento turístico-imobiliário no Brasil: um complexo que reuniria um hotel, um condomínio de apartamentos e um campo de golfe chamado Barra Nova Pearl & Lagoa Pearl Eco-Nature Resorts. A empresa tem imóveis parecidos no sul europeu e no norte africano.

O empreendimento era preparado em um terreno de 210 hectares, com 1,2 quilômetro de praia, comprado pela empresa há cerca de dois anos. Um apartamento de dois quartos no resort, na fase de pré-lançamento, é anunciado por imobiliárias inglesas por 67 mil libras e por imobiliárias norte-americanas por US$ 130 mil.

O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, conta que se reuniu com Ricky Every na semana passada. "Ele estava em um grupo de empresários de Ilhéus e região, que veio discutir o impacto, na região, da construção do Porto Sul (projeto misto de porto, ferrovia, hidrovia, rodovia e aeroporto para escoamento de mercadorias, a ser instalado em Ponta do Tulha)", afirmou. "Ricky estava bastante preocupado com o projeto, mas entendeu a importância dele para a região. Estávamos discutindo como minimizar eventuais impactos", disse. 

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