Ex-vocalista do Iron Maiden traz turnê de novo disco ao Brasil

O cantor inglês Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden, ressurge de tempos obscuros para liderar sua banda homônima em seu novo álbum, Promise and Terror, cuja turnê visitará a América Latina, incluindo seis datas no Brasil em abril.

EFE |

Segundo Blaze, o disco oscila entre "a esperança de uma vida melhor e o medo de deixar para trás tudo o que é conhecido".

"Trata-se da promessa de um futuro que você deseja, que sente que te completaria como pessoa, e do terror de abandonar toda certeza construída em sua vida", explicou o vocalista em entrevista por telefone à Agência Efe.

Blaze considera que seu novo álbum é dividido em duas partes. "A primeira é mais positiva e inspiradora, enquanto a segunda é composta por quatro canções unidas que contam uma obscura viagem emocional", resume.

Uma atmosfera depressiva caracteriza esse quarteto de composições, que relatam o doloroso caminho de Blaze após a morte de sua mulher em 2008 por causa de uma fulminante doença.

"Começa com tristeza, depressão e fantasias de suicídio, mas, no final, embora não haja futuro ou esperança, há um caminho para sobreviver", explica.

Em qualquer caso, o ex-vocalista do Iron Maiden (1994-1999) não se considera "único" nem acha que seus sentimentos sejam "especiais".

"Só tentei ser o mais honesto possível, e espero que os fãs entendam assim quando escutem o disco", diz.

Em "Promise and Terror", o cantor destaca músicas como "1633", que fala do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei.

"Não há muita gente que conhece a Blaze Bayley Band, mas eu acho que tenho razão e que o resto está equivocado; é o que ocorreu com Galileu, já que ele estava certo e os demais, não", argumenta.

Em um trabalho repleto de homenagens, "God of Speed" é dedicada ao neozelandês Burt Munro (1899-1978), que aos 68 anos estabeleceu o recorde de velocidade, ainda vigente, para motos de menos de mil cilindradas. "Todos diziam que era velho demais, que estava louco, mas acreditava em si mesmo e tornou possível o impossível", diz Blaze.

"God of Speed" também é uma lembrança ao pai do cantor, falecido em 2009. "Ele nunca aceitou que as pessoas lhe dissessem o que podia fazer, e essa atitude também aparece na música", explica.

Após oito anos se apresentando como BLAZE, o cantor mudou o nome de sua banda para Blaze Bayley Band em 2007. "Foi uma decisão acordada e deu certo, porque não tinha tanto público em meus shows desde que estava no Iron Maiden".

Embora tenha deixado o lendário grupo britânico de forma polêmica, Bayley demonstra felicidade ao lembrar de seus dias na banda de heavy metal "mais importante do mundo".

"Foi algo fantástico, aprendi muito com caras como Steve Harris e Dave Murray. Me deram a confiança necessária para fazer o que faço agora", afirma.

Por outro lado, surgiram nos últimos meses rumores que apontavam para um possível interesse do Aerosmith em incorporar Blaze Bayley nos vocais, substituindo Steven Tyler.

Ao comentar o assunto, Blaze prefere fugir das especulações e disse que agora só pensa em "viajar com o novo disco, mas, quando a turnê acabar, poderia estudar a possibilidade de fazer algo junto".

Em uma agenda que passa por destinos pouco tradicionais para artistas estrangeiros que visitam o Brasil, Blaze toca em Manaus no dia 3 de abril. No dia 4, faz show em Rio Branco. Depois, no dia 8, é a vez de São Paulo.

Após uma parada para dois shows no Chile e um no Peru, Blaze volta ao Brasil e se apresenta em Recife no dia 16 de abril. No dia seguinte, Palmas recebe o cantor. Aracaju, no dia 18, é a última parada da parte brasileira da turnê de "Promise and Terror".

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