Depois de dez anos de investigação, o advogado e ex-vereador José Izar, um dos expoentes da chamada Máfia dos Fiscais, escândalo de arrecadação de propina que marcou a gestão de Celso Pitta na Prefeitura de São Paulo, foi condenado a oito anos de prisão por concussão (extorsão praticada por funcionário público). Izar não poderá recorrer em liberdade.

Até a noite desta quinta-feira, o mandado de prisão não havia sido expedido.

A sentença, proferida pela juíza Márcia Tessitore, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, condena outras 15 pessoas a penas que variam de quatro a oito anos, entre elas William José Izar, irmão de José Izar, e Gilberto Trama, ex-administrador regional da Lapa, ambos condenados a oito anos.

Essa investigação foi um marco na luta contra a corrupção. Foi através dela que aconteceu a primeira prisão de um vereador na história da cidade, o Vicente Viscome, que já cumpriu pena. A sentença é exemplar, diz Roberto Porto, promotor de justiça do Gaeco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado). Segundo ele, a investigação demorou a ser concluída porque o processo penal para funcionários públicos exige muitas preliminares. As informações são do O Estado de S. Paulo

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