Ex-subsecretário revela que diretor de Bangu 3 estava sem seguranças há três meses

RIO DE JANEIRO ¿ Em audiência realizada nesta sexta-feira na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o ex-subsecretário adjunto de Unidades Prisionais, coronel Francisco Spargoli Rocha, disse que o ex-diretor de Bangu 3, José Roberto Lourenço, morto com mais de 60 tiros na última semana, não tinha seguranças há três meses.

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Segundo Spargoli, que foi exonerado do cargo na última segunda-feira, o policial militar designado para o serviço pediu para retornar ao batalhão alegando um grande físico, já que sua função exigia uma carga hoarária de 15 horas por dia, sete dias por semana.

Francisco Rodrigues, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal, confirmou o relato do coronel, e ainda relatou que, além da falta de segurança, não há agentes penitenciários suficientes para atender todas as funções. O efetivo atual é de 3.480 homens para 44 unidades prisionais no Estado Fluminense.

Francisco Spargoli disse ainda que a morte do tenente-coronel Lourenço foi encomendada por uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro e nada tem a ver com divergências administrativas.

Diante dessas acusações, o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Casa, deputado Alessandro Molon (PT), decidiu convocar o secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho.

As denúncias feitas pelo coronel são muito preocupantes. Vamos questionar o secretário para que ele nos diga como o Governo estadual pretende garantir a segurança dos diretores de presídios no Rio, disse Molon.

A próxima audiência será realizada na próxima sexta-feira, 31 de outubro.

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