Um dos depoimentos mais aguardados da Comissão Parlamentar de Inquérito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul, do ex-secretário-geral de governo Delson Martini, não trouxe novas informações à investigação. Demitido no dia 7, depois de ter seu nome citado numa conversa entre o ex-diretor da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Antônio Dorneu Maciel, e o ex-presidente do Detran Flávio Vaz Neto, ambos réus do processo que tramita na Justiça, Martini reafirmou que não pode ser responsabilizado por referências indevidas feitas por terceiros.

No diálogo gravado pela Polícia Federal (PF) e ouvido pelos deputados, Maciel orientava Vaz Neto a tentar abordar a governadora para saber se Martini poderia emitir uma orientação sobre um impasse existente no Detran. À época, segundo a investigação, Ferst estava afastado do esquema e pressionava por compensações. Ao responder às perguntas dos deputados, especialmente os da oposição, Martini disse que não marcou audiências nem recebeu Maciel e Vaz Neto, nunca se sentiu pressionado pelos dois nem teria como tratar do Detran com eles porque, à época da gravação era presidente da CEEE.

Ele também confirmou que conhece Ferst das atividades partidárias do PSDB, mas negou ter conversado alguma vez com o empresário sobre o Detran. Cerca de 200 pessoas mobilizadas pelo PSDB fizeram hoje uma manifestação de apoio à governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre.

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