Expulso, transexual militar luta para voltar ao Exército em Minas Gerais

JUIZ DE FORA - Após ser afastado por crises de depressão, o sargento do Exército Fabiano Portela se descobriu transexual e fez a cirurgia de mudança de sexo em 2006. Dois anos depois, o sargento, hoje Fabiane, luta para ser readmitida como enfermeira na Escola de Sargento das Armas, em Três Corações - sul de Minas Gerais - onde fez carreira militar desde o ano de 1999, quando se licenciou para cuidar da depressão. As informações são da TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas.

Redação |

Fernando Barbosa/Hoje em Dia/Futura Press
Sargento Fabiane luta para voltar ao Exército
"Eu entrei no Exército para seguir carreira na área que eu gosto, que é enfermagem", diz Fabiane à reportagem. Segundo o transexual, a depressão sofrida durante a permanência no Exército era fruto de sua indecisão sexual. "Até que não pude mais resistir e fiz a operação em 26 de março (de 2006) em Jundiaí, em São Paulo", diz o sargento.

Depois de operada, Fabiane quis voltar ao Exército, mas não recebeu o aval."Eu como ex-transexual e agora como mulher completa, só faltando agora o reconhecimento judicial, nada me impede de trabalhar na área da enfermagem, como outras mulheres trabalham", disse Fabiane à TV.

A reportagem diz ainda que, em nota, o Exército afirma que desde 2006 vem concedendo sucessivas licenças ao Sargento Portela para tratamento médico que não é especificado. No parecer apresentado por Fabiane, a causa de seu afastamento do Exército são duas doenças mostradas através do Código Internacional de Doenças (CID), usado por médicos do mundo todo.

As doenças listadas pelo Exército para afastamento do Sargento são Transtorno dos Hábitos e dos Impulsos e Transtorno da Identidade Sexual, classificação em que está inserido o transexualismo, considerado uma doença segundo o documento.

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