Ex-proprietário de objetos de Gandhi ameaça processar casa de leilões

Nova York, 13 mar (EFE).- O antigo proprietário dos pertences de Mahatma Gandhi leiloados na semana passada em Nova York anunciou hoje que cogita processar a Antiquorum, a casa que promoveu a venda.

EFE |

"Meus advogados e eu consideramos a venda ilegal, já que tentei detê-la e retirar os objetos do leilão antes que ele começasse.

Agora quero recuperá-los", disse o colecionador James Otis à Agência Efe.

O representante legal de Otis, Robi Batra, acrescentou que "entre esta sexta-feira e a próxima segunda-feira a Antiquorum vai ser informada por escrito" que o colecionador considerou "a transação ilegal" e que "quer a devolução dos objetos".

"Se a Antiquorum não aceitar isso, teremos que levar o caso aos tribunais", acrescentou o advogado.

Em 5 de março, apesar da oposição do Governo indiano, a casa de leilões Antiquorum Auctioneers vendeu por US$ 1,8 milhão um lote que incluía um par de sandálias de pele, um prato, uma tigela e um relógio de Gandhi, adquiridos por Otis ao longo dos anos.

Hoje, o advogado de Otis disse à Efe que, "um dia antes da venda, quando a casa de leilões recebeu uma ordem de restrição temporária ditada pela Justiça indiana, o leilão se tornou ilegal sob os princípios do direito internacional".

Segundo Batra, não está claro se o comprador dos pertences do líder espiritual, o magnata indiano Vijay Mallya, entregará os objetos ao Governo da Índia, como tinha anunciado após a aquisição.

"Isso era parte do trato, e Otis não concorda que os pertences de Gandhi virem motivo de briga política", destacou o advogado.

Batra acusou Mallya, que faz parte da oposição no Parlamento indiano, de querer se aproveitar do polêmico leilão para ganhar popularidade nas eleições gerais de seu país. EFE bs/sc

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