Igor foi preso, na segunda-feira, na zona Leste de São Paulo, após ficar oito anos foragido." / Igor foi preso, na segunda-feira, na zona Leste de São Paulo, após ficar oito anos foragido." /

Ex-promotor Igor, acusado de matar esposa, deve ser transferido hoje para Tremembé

SÃO PAULO - O ex-promotor Igor Ferreira da Silva, de 44 anos, condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato da mulher, deve ser transferido nesta terça-feira para o presídio de Tremembé, no interior paulista. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/19/ex+promotor+igor+ferreira+da+silva+e+preso+em+sao+paulo+apos+oito+anos+foragido+8877988.html target=_topIgor foi preso, na segunda-feira, na zona Leste de São Paulo, após ficar oito anos foragido.

Redação |

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a Polícia Civil solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) uma vaga em Tremembé para o promotor. Porém, ainda não informou o horário da transferência.

AE
Igor Ferreira é visto em delegacia, após ser preso

Igor Ferreira é visto em delegacia, após ser preso

O presídio de Tremembé é conhecido por abrigar presos famosos. É lá que cumprem pena o assassino de Éloa Pimentel, Lindemberg Fernandes, e os irmãos Cravinhos, condenados pela morte dos pais de Suzane von Richthofen. Também aguardam julgamento no presídio Alexandre Nardoni, suspeito de ter matado a filha Isabella, e o médico Roger Abdelmassih, investigado por estupros e atentados ao pudor contra pacientes de sua clínica de fertilização em São Paulo.

O ex-promotor aguarda a transferência no 40ºDP, onde ficam os presos que possuem curso superior. Igor Silva foi preso na segunda-feira, após ser reconhecido em um comércio na Rua Dentista Barreto, na Vila Carrão, na zona Leste da capital. Após denúncia anônima, policiais encontraram o ex-promotor, que não reagiu a prisão.

Igor foi conduzido à sede da 5ª Seccional, no 81º DP, no Belém, depois, passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) e seguiu para o 40º DP, onde permanece.

O caso

De acordo com a sentença, na madrugada de 4 de junho de 1998, em Atibaia, Igor teria matado a mulher Patrícia Aggio Longo, de 27 anos, grávida de sete meses, com dois tiros na cabeça na estrada de um condomínio. Ele alegou, na época, que fora surpreendido por um ladrão, que havia levado Patrícia como refém.

Igor desapareceu em abril de 2001, quando passou a ser procurado pela polícia. Notícias mostraram, sem comprovação, que ele teria sido visto em Santa Catarina, no Paraná e até mesmo no Paraguai.

A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou o promotor por homicídio qualificado e por aborto. Em 18 de abril de 2001, foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, com imposição de perda do cargo. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o Tribunal de Justiça (TJ).

A defesa tentou, em um recurso especial, a revisão do caso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Mas a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça considerou válida a pena de mais de 16 anos de reclusão.

Em 2006, o Órgão Especial do TJ decretou a perda do cargo de promotor. O mandado de prisão do ex-promotor tinha validade até 17 de abril de 2021, quando então prescreveria a condenação.

Ex-promotor é preso, após 8 anos foragido

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