Ex-presidente do Senado, Garibaldi, diz que no lugar de Sarney se afastaria do cargo

BRASÍLIA - O ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta terça-feira que, se estivesse na situação do presidente José Sarney (PMDB-AP), se licenciaria do cargo, mesmo sob risco de não conseguir voltar para o posto. De acordo com ele, essa seria a melhor resposta para a crise e para a imagem da instituição.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Eu não queria estar nesta situação, mas se estivesse pelo menos pediria licença, mesmo correndo o risco de não voltar ao cargo. Mas é claro que cada um decide à sua maneira, disse Garibaldi.

Nesta tarde diversos partidos fizeram reuniões no Senado para definir o apoio a Sarney. O DEM, aliado de primeira hora na eleição do peemedebista pediu que o presidente tire uma licença do cargo enquanto durem as investigações.

O PSDB deve ingressar, como fez o PSol, com uma representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. O PMDB segue com o apoio ao presidente e o PT vai se reunir nesta noite para definir sua posição. A expectativa é que a bancada siga a orientação do presidente Lula e dê sustentação a Sarney.

A licença ou renúncia de Sarney passou a ser um problema tanto para o governo quanto para a oposição. Enquanto a situação quer manter o ritmo de votação e sustentação ao governo, a oposição teme que, no caso de uma licença de Sarney, o vice-presidente Marconi Perillo
(PSDB-GO) passe a ser o alvo preferencial para ataques, uma vez que ele assumiria interinamente o posto.

De acordo com o líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), uma nova correlação de forças está sendo construída no Senado. Ele aposta na unidade entre PMDB, PT, PR, PTB e PP para sustentar o presidente Sarney no cargo.

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