Ex-presidente da Caixa é único réu do caso Francenildo

BRASÍLIA - O ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso será o único a responder a ação penal por suspeita de participação na quebra do sigilo bancário e na divulgação dos dados do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Assim como o deputado Antonio Palocci (PT-SP), o ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda Marcelo Netto conseguiu se livrar da acusação.

Redação com Agência Estado |


AE
Vista do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira
Vista do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira

O STF decidiu rejeitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Netto, que era investigado por suspeita de envolvimento na divulgação para a imprensa dos dados bancários de Francenildo.

Segundo o relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o mesmo raciocínio deveria ser adotado para Palocci e Marcelo Netto, "cuja suposta conduta de participar da revelação à imprensa dos dados está no desdobramento das ilações feitas em relação ao primeiro". Mesmo com a abertura da ação penal, dificilmente Mattoso será punido se ficar comprovada sua participação no episódio.

Ele poderá agora se manifestar sobre uma proposta do Ministério Público de suspensão do processo. Se aceitá-la, ele terá de fazer palestras sobre o sistema democrático e doar resmas de papel para uma associação de deficientes visuais.

O caso

Em 2006, Francenildo revelou ao jornal "O Estado de S. Paulo", em entrevista exclusiva, que Palocci frequentava reuniões com lobistas numa casa em Brasília quando ocorria partilha de dinheiro que chegava numa mala. A mansão do Lago Sul ficou conhecida como a República de Ribeirão Preto.

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, ele afirmou que Palocci era chamado no local de chefe. O ex-ministro negou a denúncia.

Dias depois da entrevista, Francenildo teve sua conta na CEF violada. Surgiram suspeitas de que a quebra do sigilo tinha sido determinada por Palocci.

O escândalo de quebra do sigilo bancário do caseiro derrubou Palocci do comando do Ministério da Fazenda. Ele deixou o cargo em 27 de março de 2006, três semanas após a denúncia. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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