Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em ação contra suposto esquema de venda de sentenças

A Polícia Federal de Mato Grosso (PF-MT) cumpriu nesta terça-feira nove mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão pela operação Asafe, que investiga suposto esquema de vendas de sentenças no judiciário mato-grossense.

Entre os detidos estão o ex-prefeito do Alto Paraguai (cidade a 220 quilômetros de Cuiabá), Alcenor Alves, e a mulher do ex-desembargador Tadeu Cury, a advogada Célia Cury, além de outros sete advogados. O superintendente da PF-MT, Valmir Lemos, disse a jornalistas que, além dos presos, seriam ouvidas mais 40 pessoas, entre eles ex-prefeitos cassados.

O esquema vinha sendo investigado desde 2007 e corre em segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As apurações começaram quando a Polícia Federal em Goiás verificou situações que envolveriam possível crime de exploração de prestígio no Judiciário de Mato Grosso.

Além disso, estão sendo investigados os crimes de corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. A operação recebe o nome de Asafe em referência ao profeta que escreveu o Salmo 82 da Bíblia, que fala sobre julgamentos.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas de magistrados de Mato Grosso com o objetivo de apreender documentos que revelariam o esquema.

Ao prestar depoimento à Polícia Federal, o ex-desembargador Donato Fortunato Ojeda passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Cuiabá. Ele teria sofrido um derrame cerebral e foi socorrido por um dos médicos escalados para acompanhar a ação policial.

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