Exposição inédita reúne mais de 90 obras de Henri Matisse na Pinacoteca de São Paulo

SÃO PAULO ¿ Henri Matisse foi um dos artistas de maior destaque do século 20 e pode ser considerado um homem à altura de Pablo Picasso. Em mais uma comemoração ao ano da França no Brasil, a exposição inédita Matisse Hoje dominará, a partir deste sábado (05), os corredores da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, trazendo 93 obras entre pinturas, desenhos, fotos, esculturas, documentos e livros ilustrados, além das obras de franceses que ainda utilizam as suas técnicas.

Redação com Agência Estado |

Divulgação / Sucession H. Matisse

"Natureza morta com magnólia", de 1941, é um dos destaques da exposição

Matisse, que viveu entre 1869 e 1954, era escriturário e descobriu sua vocação por acaso. Com cerca de 24 anos, ganhou uma caixa de tintas e nem sabia que ali começava uma trajetória de sucesso. Era adepto do fauvismo, movimento que explora ao máximo a expressividade das cores e dos traços impulsivos. "Matisse revolucionou a questão do espaço na pintura. Desmanchou perspectivas e criou espaços por meio das cores", diz Regina Teixeira, 44 anos, curadora adjunta da exposição.

Divulgação / Sucession H. Matisse

"O torso de gesso", pintado em 1919

Além de Regina, a exposição foi montada com a orientação de Emilie Ovaere, curadora adjunta do Musée Matisse. A mostra, que chega pela primeira vez ao Brasil, pretende explorar o processo criativo do artista, propondo um percurso retrospectivo que aborda os temas fundamentais da sua trajetória: a cor, a linha, o arabesco e o espaço. Para Matisse, esses elementos eram uma síntese e nenhum deles destaca-se separadamente, mas formam um todo.

Sete salas da Pinacoteca vão agrupar os trabalhos, divididos em cinco temáticas: Paisagens iniciais, Naturezas mortas, Mulheres nos interiores, odaliscas, O gabinete de artes gráficas e Papéis recortados. Dentre as obras representativas de cada fase da carreira de Matisse destacam-se Nature morte au magnólia (1941) e Nu rose Assis (1935-36), vindas do Musée National dArt Moderne ¿ Centre Pompidou, em Paris; os painéis serigrafados Océanie, Le ciel e Océanie, la mer, um conjunto de desenhos, gravuras e livros ilustrados da coleção do Musée Matisse e obras oriundas de coleções particulares.

Também estarão na mostra as pranchas do livro Jazz, do artista, editado em 1947 por Matisse e o editor de livros de arte Tériade ¿ anteriormente, essas pranchas, da própria Pinacoteca, compuseram a única exposição de Matisse já realizada no Brasil. O único porém é a ausência de "A Dança", seu quadro mais famoso, na mostra brasileira. É que as duas versões da peça, que estão no Museu de Arte Moderna de Nova York e de São Petersburgo, na Rússia, têm dimensões gigantescas e não são liberadas para viajarem para exposições.

Reprodução

Henri Cartier-Bresson registra Matisse em casa durante a Segunda Guerra, em 1944

Haverá ainda imagens do pintor em seu ateliê que foram tiradas pelos fotógrafos Henri Cartier-Bresson e May Ray, dois dos maiores nomes da fotografia mindial. A mostra também será acompanhada por trabalhos de cinco artistas da cena francesa contemporânea que dialogam ativamente com o universo matissiano, seja na utilização da linha e da cor, ou em relação ao tratamento espacial da pintura, e também prevê um ciclo de debates com especialistas franceses e brasileiros.

Serviço ¿ Matisse Hoje
De 05 de setembro a 1º de novembro de 2009
Pinacoteca do Estado de São Paulo (Praça da Luz, 2)
Terça a domingo, das 10 às 18h
Ingressos: R$ 6 (entrada gratuita aos sábados)
Informações: (11) 3324-1000

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