Exposição homenageia trajetória do editor Jorge Zahar

SÃO PAULO ¿ O aniversário de dez anos da morte de Jorge Zahar motivou a criação de uma exposição itinerante e interativa em homenagem ao editor, que revela a intimidade, os gostos e particularidades da vida de um dos maiores nomes do mercado editorial brasileiro. Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, a mostra viaja em agosto para São Paulo, em paralelo à 20ª Bienal Internacional do Livro, e em seguida para Recife e Salvador.

Redação |

Com curadoria das editoras Cristina e Mariana Zahar, filha e neta do homenageado, a exposição convida os visitantes a abrir os tampos de duas grandes mesas em forma de J e Z, ato que lembra o manusear de livros, além de descobrir o interior de gavetas, ouvir músicas e assistir a um documentário sobre a vida do editor, pioneiro na profissionalização da literatura no Brasil. Entre os documentos, fotos com a família e amigos próximos, como o escritor Millôr Fernandes, o jornalista Paulo Francis e os editores Ênio Silveira (Civilização Brasileira) e Luiz Schwarcz (Companhia das Letras).

Objetos pessoais também estão expostos, caso de um caderno de telefones com contatos de amigos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ¿ que teve seu primeiro livro editado pela Zahar ¿ e do editor Geraldo Jordão Pereira, dono da Sextante, falecido recentemente. O público ainda poderá escutar com fones de ouvido exemplares da coleção de música clássica e francesa do editor, assim como LPs de poesias declamadas por autores como Pablo Neruda e Vinicius de Moraes, uma das paixões de Zahar.

A mostra marca também o lançamento de A terra como invenção, de João Marcelo Ehlert Maia, vencedor da primeira edição do Prêmio Jorge Zahar. Criado para incentivar jovens autores e a produção acadêmica brasileira, o prêmio prevê a publicação anual de uma tese defendida em cursos de doutorado no Brasil no campo das ciências sociais.

Nascido em 1920 no município de Campos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar (filho de pai libanês e mãe francesa) fundou em 1956 a Zahar Editores, que teve como primeiro livro a tradução do Manual de Sociologia, de Rumney e Mayer. Foi o início de uma trajetória que resultou no maior catálogo de ciências sociais do Brasil. Na década de 1980, Zahar criou ao lado dos filhos a Jorge Zahar Editor, privilegiando obras de filosofia, psicanálise, música e história. Ao longo de mais de 40 anos, cerca de 2 mil títulos chegaram pelas mãos das editoras às prateleiras do país.

Serviço - "Exposição Jorge Zahar"

Rio de Janeiro
Livraria da Travessa (Shopping Leblon)
11 a 30 de junho de 2008, das 10h às 23h

São Paulo
Livraria Cultura (Conjunto Nacional)
16 a 24 de agosto de 2008, de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 18h

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