Exposição em Milão presta homenagem a Goya

Milão, a capital econômica da Itália, homenageia o célebre pintor espanhol Francisco Goya com uma exposição, que abriu as portas nesta quarta-feira, dedicada ao precursor das vanguardas pictóricas surgidas no século XX.

AFP |

A mostra, intitulada "Goya e o mundo moderno", reúne quase 200 obras procedentes de 200 museus e coleções de todo o mundo no Palácio Reale, onde ficará em cartaz até 27 de junho.

A exposição inclui, ainda, 45 obras de mestres da arte moderna, entre eles Delacroix, Manet, Picasso, Pollock, Kooning, Nolde, Bacon, Klee, George Grosz, que permitem admirar a influência que o espanhol deixou na pintura contemporânea.

Goya (Fuendetodos, Zaragoza 1746-Bordeaux, França 1828) viveu em Roma, Veneza, Bolonha e outras cidades italianas no fim do século XVIII, estudou os grandes mestres italianos, entre eles Guido Reni, Rubens, O Veronês e Rafael.

O pintor e gravurista espanhol inaugurou, ainda, o romantismo, o simbolismo, o expressionismo e o surrealismo, e denunciou com sua obra a hipocrisia da sociedade, da guerra e seus horrores.

A visita à exposição é concebida de forma a que o visitante compreenda e "dialogue" com a pintura moderna, como se pode ver no setor "violência", onde são expostas as imagens cruas de "A Decapitação", de Goya, frente à tela de Picasso "Mãe com menino morto".

Outro setor emblemático da mostra é o denominado "o grito", que exibe, além de óleos religiosos do pintor espanhol, pinturas de Pollock, Jorn, Saura e Bacon com seu "Três estudos para um retrato de Peter Beard" (Three studies for a portrait of Peter Beard, 1975).

Entre as obras expostas está o "Auto-retrato" de Goya, emprestado pelo Museu do Prado de Madri, e o retrato de Carlos IV e da rainha Maria Luísa de Parma, feitos pelo artista quando era pintor oficial da família real espanhola.

"Era uma personalidade inquietante, lúcida, mordaz, sarcástica e capaz de apresentar a natureza humana em toda a sua intensidade, sem a menor compaixão ou comiseração", escreveu, no catálogo, o crítico de arte italiano Claudio Strinati.

kv/mvv

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