Polícia não descarta atuação de 3ª pessoa na morte de ex-ministro José Guilherme Villela, sua mulher e a empregada da casa

nullO diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso, afirmou nesta quarta-feira que não descarta a participação de uma terceira pessoa no assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, sua mulher, Maria Villela, e da empregada Francisca do Nascimento. Nesta semana, Leonardo Campos, ex-porteiro do edifício onde morava Vilela em Brasília, confessou o crime e foi preso em Montalvânia (MG), para onde teria fugido com dinheiro e jóias que roubou do casal. Seu suposto sobrinho e comparsa, Paulo Santana, foi preso por outro crime (latrocínio) também na cidade mineira.

O diretor da Polícia não deixou claro quem seria esta terceira pessoa. Ao ser questionado se a filha do casal Villela, Adriana, que chegou ser apontada como autora do crime, poderia ser inocentada depois dos esclarecimentos prestados pelo ex-porteiro, Cardoso apenas respondeu que “neste momento" não descarta a participação de uma terceira pessoa. Mas não deu nomes e frisou que nunca menciounou "nome nenhum" do outro suspeito.

A partir de agora a polícia vai trabalhar confrontando o depoimento dos detidos com as provas periciais colhidas na cena do crime. A intenção é ver se há compatibilidade entre elas para poder esclarecer definitivamente o caso e poder assegurar quem são os responsáveis pelo crime.

Assassinato

O casal Villela foi assassinado no final de agosto de 2009 com 78 facadas, em Brasília. O ex-porteiro do prédio, que confessou o crime, disse que sentiu “medo e desespero” ao executar as vítimas.

"Medo. Desespero. Na hora em que eu entrei no apartamento dele o que senti foi só medo", afirmou em entrevista.

Segundo informações extraoficiais, a descoberta dos suspeitos foi feita por acaso, quando um jovem preso na Papuda, em Brasília, supostamente filho de Campos, ameaçou os colegas dizendo que o pai dele era perigoso e tinha sido um dos assassinos do ex-ministro. A denúncia foi ouvida por uma agente penitenciária que passou a informação à 8ª delegacia de polícia.

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