Exportação de carne suína cai 2,2% em março, informa Abipecs

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de carne suína do Brasil tiveram leve queda de 2,2 por cento em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 42,7 mil toneladas, informou nesta segunda-feira a Abipecs, entidade que reúne empresas exportadoras. Em receitas, as exportações registraram crescimento de 29 por cento, atingindo 102,6 milhões de dólares, com o aumento dos preços em 32 por cento, na comparação com março do ano passado.

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No primeiro trimestre, em volumes, as exportações caíram 6,3 por cento, para 111,1 mil toneladas, contra 118,5 mil no mesmo período do ano passado. Já em receitas as vendas externas subiram 19,4 por cento, para 262,6 milhões de dólares.

'Hong Kong, segundo maior importador de carne suína do Brasil, continua sendo o destaque nas exportações do trimestre', informou uma nota da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

O país asiático, que serve de entreposto para exportações indiretas de carnes para a China, importou mais de 50 por cento a mais no trimestre, na comparação com o mesmo período de 2007.

Já as vendas para a Rússia, primeiro cliente brasileiro, mantiveram-se estáveis em fevereiro e março em comparação aos mesmos meses de 2007.

'No trimestre, houve uma queda de 18,8 por cento nos volumes embarcados para o mercado russo, mas isso se deveu ao desempenho ruim das vendas em janeiro', informou a Abipecs, sem dar mais detalhes.

No começo do ano, os portos russos costumam ficar fechados em função do congelamento das águas na região portuária.

A Abipecs ainda informou que o setor poderia ter um resultado melhor, caso o Chile tivesse voltado a importar a carne suína brasileira.

'Aguardava-se a liberação das exportações para o Chile provenientes de Santa Catarina. Após a obtenção do certificado de livre de febre aftosa sem vacinação, em maio de 2007, junto à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), esperava-se o rápido reconhecimento pelo Chile', disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, em comunicado.

Somente em dezembro de 2007, o Chile reconheceu o status de Santa Catarina, e aguarda ainda a habilitação individual das fábricas, o que não ocorreu até hoje.

Para a associação, acredita-se que o atraso seja resultado da interrupção das vendas de frutas para o Brasil, após o Ministério da Agricultura ter detectado um tipo de ácaro inexistente no Brasil em algumas frutas.

'É lamentável que o Chile prejudique o setor de suínos por problemas fitossanitários encontrados em frutas', acrescenta Camargo Neto. 'Essas questões deveriam ser tratadas tecnicamente e, portanto, sem vinculação de um assunto ao outro. O setor de carne suína já esperou muito mais do que o necessário para o Chile realizar todas as avaliações técnicas.'

(Reportagem de Roberto Samora)

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