O tribunal do júri de Itu, região de Sorocaba (SP), condenou a 12 anos e cinco meses de prisão o policial militar reformado Nicéias de Oliveira Bruno, acusado de participação no assassinato do advogado Humberto da Silva Monteiro. O advogado, que trabalhava para o prefeito de Itu, Herculano Júnior (PV), foi morto com um tiro na cabeça, em janeiro de 2006, na região central da cidade.

O julgamento terminou no final da noite de ontem. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o ex-policial planejou o crime e contratou os dois homens que executaram Monteiro. Eles já foram julgados, condenados pelo crime e estão presos.

Bruno apontou o empresário Élio Oliveira Júnior como mandante do crime. Na época, Oliveira era vice-prefeito da cidade e presidente do Ituano Futebol Clube e se desentendeu com o advogado por questões financeiras. Por ser policial reformado, Brito vai cumprir a pena no Presídio Romão Júnior, na capital, destinado a presos militares.

O empresário, que atualmente exerce mandato de vereador em Ribeirão Preto, se diz inocente e entrou com recurso contra a decisão da justiça de submetê-lo a julgamento popular. O recurso ainda não foi julgado.

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