Ex-PM é condenado a 54 anos por homicídio em SP

O ex-policial militar Ricardo Leão, de 34 anos, foi condenado a 54 anos de reclusão pelo homicídio de cinco rapazes e a tentativa de homicídio de uma sexta vítima em 2001. A sentença foi anunciada às 02h10 da madrugada de hoje, depois de 16 horas de júri popular no Fórum de Praia Grande, na Baixada Santista.

Agência Estado |

A chacina ocorreu na noite de 18 de setembro no Balneário Esmeralda. Além do soldado Leão, o sargento da Polícia Militar Everaldo Machado de Lima chegou a ser acusado de cúmplice, mas foi retirado do processo por falta de provas. Leão não confessou o crime e seus comparsas não foram identificados.

Segundo a investigação, o crime aconteceu porque o grupo estava à procura do ladrão conhecido por Boy, apontado como autor do roubo de uma arma semi-automática em 2 de setembro, pertencente ao soldado PM José Rogério Correia de Andrade. Encapuzados, os homens percorriam os bares do bairro atrás do ladrão e os disparos aconteceram porque uma das vítimas se recusou a atender a ordem de deitar no chão. Baleados na cabeça, os jovens Antonio de Almeida Caldas, Alexandre Guilherme da Silva, Williames Lima dos Santos, Luiz Fernando Gonçalves e Luiz Henrique Pereira morreram e G.A.F. Sobreviveu.

"Foi uma vitória da sociedade de Praia Grande que mesmo depois de sete anos acabou reconhecendo que a responsabilidade criminal de Ricardo Leão, de forma que as provas dos autos demonstraram sua participação na chacina", disse o promotor Fernando Pereira da Silva. O ex-soldado foi identificado porque deixou cair um celular durante o crime, entregue para a Polícia Civil por uma testemunha. Leão seguiu para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

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