Ex-PM acusado de matar delegado será enterrado nesta quarta no Rio

RIO DE JANEIRO - Será enterrado na tarde desta quarta-feira, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no subúrbio do Rio, o corpo do ex-PM Alexandre Lins de Medeiros, de 40 anos, acusado de assassinar, no último domingo, com um tiro na nuca, o delegado Alcides Iantorno de Jesus, 66 anos. O suspeito morreu foi baleado quatro vezes durante uma troca de tiros com policiais. O chefe da Polícia Civil, delegado Gilberto Freire, considerou encerrado o caso.

Redação |

De acordo com ele, o ex-PM agiu sozinho, motivado por uma vingança pessoal, já que Iantorno o prendeu em outubro de 2003. Na ocasião da prisão, Alexandre, que ficou detido por um ano e responderia em liberdade a uma condenação de quatro anos, era acusado de ser o armeiro do traficante Paulo César da Silva, o Linho, do conjunto de favelas da Maré, no subúrbio. Por causa da retenção, o suspeito foi expulso da Polícia Militar.

Segundo a polícia, na casa do acusado foram encontrados blocos de anotações com endereços, placas de automóveis e informações pessoais do delegado Iantorno, do promotor José Luiz Ferreira Marques e de um inspetor de polícia. Para a corporação, tudo leva a crer que ele poderia cometer outros crimes por vingança.

No apartamento do acusado, morto em um Corsa branco e vestindo a mesma roupa do dia do crime, foram apreendidas cerca de 50 armas, entre elas uma pistola calibre 380 - que pode ter sido a utilizada no crime - uma moto, dois carros, recortes de jornais, alguns deles plastificados, com reportagens da época da prisão. O ex-PM morava a 500 metros do supermercado onde assassinou o delegado da 20ª DP (Penha).

Com essas apreensões, a polícia descartou a possibilidade de que o ex-PM teria agido a mando de alguém. As primeiras suspeitas recaíam sobre pessoas ligadas ao jogos do bicho ou à milícias que atuam na zona oeste, duas atividades criminosas que vinham sendo investigadas por Iantorno.

Alexandre foi alvejado quatro vezes em Rocha Miranda. Segundo a polícia, sua arma falhou e ele foi baleado quatro vezes, sendo levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e da Delegacia de Homicídios da Baixada (DHB).

Policiais montaram, na noite de ontem, uma operação para capturar o acusado no Recreio dos Bandeirantes e em Rocha Miranda, onde tinha parentes. Ele morava com a mulher e uma criança de 2 anos em um apartamento alugado, avaliado em R$ 300 mil.

Leia mais sobre: violência

    Leia tudo sobre: violência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG