Explosão em loja de Santo André foi causada por curto-circuito, diz proprietário

SÃO PAULO - A explosão ocorrida na loja de fogos de artifício em Santo André na última quinta-feira (24/09) foi causada por um curto-circuito, disse o dono da loja, Sandro Castellani.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |


A explosão teria ocorrido quando Sandro e um vizinho manuseavam uma antena na laje da loja. Sandro contou que a chuva ocorrida dois dias antes havia danificado o toldo e a antena do estabelecimento e ele e um colega foram consertar.

Agência Estado
Sandro Castellani e Conceição Aparecida Fernandes
O dono da loja, Sandro Castellani, e sua mulher, Conceição Aparecida, em entrevista coletiva

"Levamos um choque forte, e, um minuto depois, começamos a ouvir as explosões", contou. Segundo ele, os vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros imediatamente, mas não houve tempo hábil para evitar novos estouros.

Sandro qualificou como uma "fatalidade" o episódio, que deixou dois mortos. "Perdemos pessoas que amávamos muito. Ela era minha segunda mãe (em referência a Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos, empregada da família, morta no acidente), disse Sandro, segurando o choro.

Sandro e sua mulher, Conceição Aparecida Fernandes, prestaram depoimento nesta segunda-feira no 3º Distrito Policial da cidade. Os dois negaram que produzissem fogos de artifício e afirmaram que apenas vendiam os produtos.

"Meu filho de cinco anos estava constantemente na loja. Se tivesse algum perigo, acham que eu deixaria ele lá?", questionou Conceição. O casal confirmou que não se apresentou à polícia antes por estar "em estado de choque". Desde o acidente, dizem estar abrigados na casa de amigos.

Sandro justificou ainda que não deixou de prestar socorro à mãe e só saiu do local da explosão porque os vizinhos começaram a agredi-lo. Sua mãe também apanhou, segundo ele. "Eu vi que ela estava bem e foi levada pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), então fui para a casa da minha tia", disse ele.

Os dois disseram que perderam todos os bens com o acidente. "Nossa vida acabou. Perdemos nossa loja, nossos carros, tudo o que tínhamos", afirmou Sandro.

O casal disse ainda que dará apoio às famílias que perderam as casas com a explosão. "De alguma forma, vamos procurar indenizar e ver o que conseguimos fazer", disse Conceição, acrescentando, porém, que perdeu tudo o que tinha e que ainda não sabe como será essa ajuda.

Explosão

A explosão aconteceu por volta das 12h45 da última quinta-feira, dia 24, em uma loja de explosivos localizada na rua Américo Guazzelli, que pertencia a Sandro Luiz Castellani.

No acidente morreram Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos, empregada da família de Sandro, e o primo de Sandro, Denian Castellani, de 41 anos. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

O impacto da explosão foi tão forte que, segundo o Corpo de Bombeiros, foram causados danos em um raio de 80 metros. Quatro quarteirões em torno da rua Américo Guazzelli foram isolados.  

Cerca de 70 agentes da Guarda Municipal de Santo André trabalharam no resgate junto a outros 35 profissionais da Defesa Civil, 30 do Serviço de Saneamento Ambiental, além de 12 viaturas do Samu, 20 agentes de trânsito e cães farejadores.

Trinta casas tiveram de ser isoladas, mas, após perícia, a Defesa Civil liberou 21 imóveis. Entre as interditadas, quatro foram demolidas.

Segundo a Prefeitura, apesar de uma permissão da Polícia Militar, a loja não tinha alvará para a venda de fogos de artifício


Local da explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André / AE

(*com informações das agências Estado e Futura Press)

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