Explosão atinge Conjunto Nacional e deixa dois feridos, diz Corpo de Bombeiros

SÃO PAULO - Uma explosão no sistema de ar-condicionado no segundo andar do edifício Conjunto Nacional, na avenida Paulista, deixou duas pessoas feridas nesta terça-feira, por volta das 14h40. Segundo a Polícia Militar, os feridos são funcionários terceirizados que faziam a manutenção do aparelho da academia Bioritmo. As causas da explosão ainda estão sendo apuradas. Devido ao acidente, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou parte da rua Augusta e Alameda Santos até às 16h22. Segundo a CET, o trânsito do local está normalizado.

Luísa Pécora, do Último Segundo |


Simone Oliveira/Internauta iG
Explosão causou tumulto na região


O tenente da Polícia Militar André Luiz de Almeida Zandonadi, do 7º Batalhão da PM, confirmou que a explosão aconteceu durante a manutenção do sistema de ar-condicionado da academia, do lado externo do segundo andar do edifício. Os dois funcionários foram resgatados pelos bombeiros e levados para o Hospital das Clínicas, com ferimentos graves.


Segundo o HC, uma das vítimas, Santo Galli Sobrinho, teve queimaduras de terceiro grau em 60% do corpo, está em estado grave e será transferido para a UTI do setor de queimados do hospital ainda nesta terça-feira.

A outra vítima, Rildo Elias Soares, teve queimaduras mais leves em 15% do corpo e uma fratura aberta na perna direita. Ele está consciente e tem quadro estável, mas ainda passará por cirurgia com a equipe de ortopedia antes de ser levado ao setor de queimados.

A polícia disse que a explosão não atingiu a estrutura do prédio e que não há perigo para os freqüentadores do local.

Em nota, o presidente da academia Bio Ritmo, Edgard Corona, e a síndica do Conjunto Nacional, Vilma Perameza, afirmaram que os dois feridos foram atendidos imediatamente pelos seguranças do edifício e encaminhados ao HC pelo Corpo de Bombeiros. O texto informou, ainda, que não houve interrupção no funcionamento do edifício e que a academia voltou às atividades normais por voltas das 15h.

A explosão

A internauta Simone Oliveira estava próximo ao local da explosão e registrou o tumulto causado (veja fotos nesta reportagem).

De acordo com a jornalista Mariana Batista, que estava em uma reunião em uma sala em frente ao edifício, por volta das 14h40 foi ouvida uma explosão dentro do Conjunto Nacional. "Ouvi um estouro, vi a fumaça preta e um cara correndo, pegando fogo", relatou Mariana ao Último Segundo.

A explosão também assustou quem mora na ala residencial do edifício. O economista Antônio Cunha Campos dos Santos - que mora no 2º andar, em frente ao local do acidente - disse que ouviu um barulho "muito alto". "Ao olhar pela janela, vi um homem em chamas se debatendo em um arbusto", disse.




O edifício

Projetado pelo arquiteto David Libeskind e inaugurado no final dos anos 1950, o Conjunto Nacional ocupa toda a quadra delimitada pela avenida Paulista, a rua Augusta, a alameda Santos e a rua Padre João Manoel.

O prédio é, ao mesmo tempo, comercial e residencial, e abriga lojas de roupas, farmácias, agências bancárias, livrarias, cinema, entre outros estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande porte, além de 47 apartamentos residenciais.

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