Experimentando no cinema, Tom Ford é sinônimo de talento e ousadia na moda

O que Tom Ford faz? Muita gente, a partir desta sexta-feira (05), quando estreia em circuito nacional o filme ¿Direito de Amar¿, pode achar que ele é cineasta. Mas esta é apenas a mais nova faceta de um estilista extremamente talentoso que, como poucos, soube aliar criatividade e negócios, com doses apimentadas de ousadia.

Deborah Bresser, iG São Paulo |

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O estilista e cineasta Tom Ford: midas da moda levou talento para trás das câmeras

O que Tom Ford faz? Muita gente, a partir de amanhã, quando estreia em circuito nacional o filme Direito de Amar, pode achar que ele é cineasta. Mas esta é apenas a mais nova faceta de um estilista extremamente talentoso que, como poucos, soube aliar criatividade e negócios, com doses apimentadas de ousadia.

É dele o mérito de tirar a Gucci do buraco, de emprestar doses cavalares de talento à Yves Saint Laurent e de peitar o império Pinault-Printemps-Redoute, largando tudo no auge da fama, para ressuscitar, lindo e torneado, à frente de sua marca própria nos Estados Unidos.

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Richard Buckley e Tom Ford: juntos
há mais de duas décadas

Lançou linhas de óculos, produtos de beleza e, em 2006, em acordo com o grupo Ermenegildo Zegna, anunciou a chegada da Tom Ford Menswear, que vende roupas masculinas super sofisticadas, como as que vestiram o James Bond Daniel Craig em "007 - Quantum of Solace". Também já estrelou ensaios fotográficos históricos, Helmut Newton e Herb Ritts, com direito a exibição completa do seu corpinho bem desenhado.

Tom Ford flerta com as câmeras desde sempre. O virginiano Thomas Carlyle Ford, nascido em 27 de agosto de 1962, em Austin, Texas, ensaiou uma carreira como ator de comerciais, mas foi na Parsons School of Design, em Nova York, que ele descobriu sua vocação para a moda. E descobriu também Richard Buckley, editor da Vogue Hommes, com quem vive há 22 anos. O casal se mudou para Milão, onde Ford foi trabalhar na Gucci.

A grife, que havia feito fama com seus mocassins e bolsas, como o modelo de alça de bambu, copiado à exaustão mundo afora, estava afundada em processos, dívidas e confusões familiares entre os  herdeiros de Guccio Gucci, o fundador. Os escândalos não impediram a reestruturação do nome Gucci, que foi a primeira grife a abrir o capital. Comandada por Domenico del Sole e Tom Ford, as vendas da Gucci saltaram de US$ 180 milhões em 1988 para US$ 1 bilhão em 1998.

A dupla entrou na briga pela maison Yves Saint Laurent , vencendo a concorrência com Bernard Arnault, dono do grupo LVMH. Em 2004, no auge da fama, após desentendimentos com o conglomerado Pinault-Printemps-Redoute, que havia comprado o grupo Gucci, Ford se reinventou como  empresário e estilista. Adotar o cinema como plataforma criativa é uma forma, segundo ele, de conquistar uma perenidade que a moda não oferece. Tom Ford já avisou que pretende fazer filmes a cada três anos, uma frequência que não vai impedi-lo de continuar a fazer moda. Será?

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