Com seis meses de atraso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), finalmente conseguiu vaga para sua ex-mulher, Teresa Jucá, no governo. Ela vai ocupar o cargo de Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades.

A nomeação, publicada hoje no Diário Oficial da União, foi assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo o governo, Teresa ocupará o cargo de confiança como DAS 6, o que equivale ao salário mensal bruto de R$ 10.448 mil.

A negociação para emplacar Teresa no governo começou no final do ano passado, em meio às votações para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - que acabou derrotada no Senado -, e pouco tempo depois de mais uma separação do casal. A preferência inicial de Jucá era acomodar Teresa em uma das diretorias da Caixa Econômica Federal (CEF). No final do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora informado pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que o líder do governo no Senado estava na fila das nomeações, buscando espaço para Teresa, ex-prefeita de Boa Vista e candidata derrotada, em 2006, na briga por uma vaga no Senado.

Ontem, Jucá negou que a nomeação de sua ex-mulher tenha influência dele. "É uma nomeação técnica, política. E que já deveria ter saído faz tempo", afirmou. O líder do governo no Senado assegurou que a escolha de Teresa para a Secretaria Nacional de Programas Urbanos não tem relação com sua atuação parlamentar. Jucá é um expoente da linha de frente do Planalto no Congresso. Na quarta-feira, Jucá comandou os governistas no depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu.

Pouco tempo antes, Jucá também recebeu elogios do Planalto pela capacidade de neutralizar a oposição no depoimento da ministra-chefe da Casa Civil. Na ocasião, ela foi falar sobre o vazamento do suposto dossiê com gastos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não tem nada de fila, nem de troca por conta da CPMF ou de nada. Isso (a indicação) já estava até resolvida", afirmou.

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