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Ex-ministro de FHC abre contas e critica clima de intimidação no governo Lula

BRASÍLIA - O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Fernando Henrique Cardoso, divulgou nesta sexta-feira documentos relativos a despesas que efetuou como ministro para provar que não fez nada ilegal. Jungmann reconheceu que existem gastos aparentemente estranhos, mas apresentou justificativas e criticou o clima de intimidação feito pelo governo contra a oposição.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

O deputado do PPS mostrou uma pilha de quase 3 mil páginas de prestações de contas em seus quase 6 anos como ministro da era FHC, e disse que tinha muito orgulho por não terem sido encontradas irregularidades por seus assessores e pelo Tribunal de Contas da União. Ele reclamou da divulgação, segundo ele incentivada pelo governo, de suposto gasto irregular com massagens em uma viagem oficial.

"Encontramos uma nota fiscal do Othon Palace (em Recife) de uma massagem, no valor de R$ 60, mas ao lado há a nota fiscal e a cópia do cheque. Foi um gasto emergencial, tudo está em conformidade. Eu sofro de problemas de coluna, e até hoje faço fisioterapia duas vezes por semana", justificou o parlamentar.

Ele cobrou do presidente Lula e do restante das autoridades do governo a mesma atitude de transparência. "O governo está numa encruzilhada: ou abre as contas e sigilos de maneira radical ou se desmoraliza. Pode ter a popularidade que quiser, mas moralmente está recaído e reprovado moralmente", comentou Raul Jungmann.

Para ele, a suposta do governo de produzir dossiês e vazar informações à imprensa para amedrontar a oposição relembra os tempos da ditadura: "Estamos vivendo um clima de vale-tudo, e isso não acaba bem".

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