Existe associação entre reposição hormonal e câncer, diz especialista

A porto-riquenha radicada nos Estados Unidos Edith Perez divide seu tempo entre os estudos das alterações genéticas e a busca por tratamentos mais efetivos contra o câncer de mama. Responsável pela coordenação das pesquisas sobre a doença na Clínica Mayo, em Jackson Ville, na Flórida, Edith também é a presidente do Comitê da Mama do North Central Cancer Treatment Group.

Agência Estado |

A especialista reforça o risco da reposição hormonal no surgimento do câncer de mama.

"O risco depende de duas coisas: quais hormônios são tomados e por quanto tempo. O pior cenário é quando uma mulher toma progesterona e estrogênio por muito tempo", explica Edith. Se no passado se dizia que o tratamento hormonal era bom para muitas coisas - como acessos de calor e ossos -, hoje ela lembra que existem alternativas para se obter esses benefícios. E Edith é categórica sobre a reposição hormonal: "Eu não faria."

Um dos focos das pesquisas de tratamento e prevenção contra câncer busca entender as mutações genéticas que levam ao câncer. "Uma das áreas mais importantes é a tentativa de entender melhor o tumor, para que possamos identificar a melhor forma de tratar cada paciente." Edith explica que, no início, o câncer de mama era uma coisa só, depois descobriu-se 3 tipos, depois 9. "Achamos que são dezenas de tipos e estamos tentando identificar todas as subdivisões."

"No entanto, há coisas que as pessoas podem fazer em seus estilos de vida para não recorrer aos remédios. Precisamos investir em educação não só para as pessoas mas também para os médicos. Coisas simples que qualquer um pode fazer, como exercícios físicos regulares, evitar o consumo de álcool e não ganhar peso em excesso - que é a causa número um do acréscimo do risco para esse tipo de câncer. Isso não só diminui o risco como melhora as chances após o diagnóstico."

Emilio Sant’Anna

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG