Ex-esposa de Michael Jackson quer recuperar a guarda de seus filhos

Debbie Rowe, a segunda mulher de Michael Jackson, anunciou nesta quinta-feira que pretende pedir a guarda dos dois filhos que teve com o Rei do Pop, morto há uma semana.

AFP |

"Quero meus filhos", declarou Debie Rowe nesta quinta-feira durante uma entrevista por telefone de 90 minutos ao canal de TV americano NBC.

A ex-esposa destacou que está disposta a se submeter a todos os testes necessários para provar que é a mãe de Prince Michael e Paris, até mesmo psicológicos.

Rowe também indicou que pedirá à justiça o afastamento dos menores do patriarca dos Jackson, Joe Jackson, proprietário da casa do clã onde se encontram os três filhos de Michael Jackson desde sua morte.

Rowe, uma enfermeira a quem Jackson conheceu num consultório de dermatologia, esteve casada com o cantor entre 1996 e 1999. Com ele teve Prince Michael, agora com 12 anos, e Paris, 11. Segundo documentos publicados no momento de seu divórcio - há 10 anos -, ela teria renunciado a seus direitos de mãe.

No entanto, outros documentos indicam que, num julgamento posterior, em 2006, Rowe teria recuperado alguns direitos sobre os menores que viviam com um pai, depois que uma corte de apelações considerou um erro a decisão anterior.

Como os termos desse acordo foram alcançados fora dos tribunais, os detalhes não são conhecidos.

Na segunda-feira passada, a Corte superior de Los Angeles concedeu a Katherine Jackson, a mãe do ídolo, a guarda provisória das duas crianças e de Prince Michael II, filho de uma mãe de aluguel cuja identidade nunca foi revelada.

O testamento de Michael Jackson, revelado quarta-feira, confirmou que o desejo do "Rei do Pop" era dar a tutela de seus filhos à sua mãe, e caso esta não esteja em condições de tomar conta deles à cantora Diana Ross, sua amiga.

"Se qualquer um de meus filhos for menor no momento de minha morte, nomeio minha mãe, Katherine Jackson, como guardiã das pessoas e bens desses menores", pede Jackson no testamento de cinco páginas que apresentou perante a Suprema Corte de Los Angeles em 2002.

"Se Katherine Jackson não viver além de minha morte ou estiver incapacitada de atuar como guardiã, designo Diana Ross como guardiã das pessoas e bens desses menores", acrescenta o testamento.

O documento revela ainda que os bens do rei do pop devem ir para o Fundo da Família Michael Jackson ("Michael Jackson Family Trust"); os termos deste fundo, no entanto, não foram detalhados.

Três pessoas próximas a Jackson - o advogado John Branca, John McClain e Barry Siegel - foram nomeados seus testamenteiros.

O cantor não faz nenhuma menção no testamento ao pai, Joseph Jackson, com quem mantinha uma relação complicada.

O documento também confirma que Jackson não deixou nada para Debbie Rowe.

"Me omito intencionalmente de deixar qualquer legado para minha ex-esposa, Deborah Jean Rowe Jackson", escreveu Jackson. O testamento fechado, datado de 7 de julho de 2002, tem cada um dos parágrafos rubricado à mão pelo artista.

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