Ex-esposa de Michael entra na batalha pelo legado do astro

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA), 2 jul (EFE).- A batalha pelo legado de Michael Jackson ganhou novos capítulos hoje, com a aparição da ex-esposa do rei do pop Deborah Rowe, que lutará pela custódia de duas das crianças do astro após ter sido excluída do testamento do cantor.

EFE |

A ex-enfermeira da clínica dermatológica que atendia o astro assegurou que defenderá seus direitos e tentará obter a custódia dos filhos de Jackson que ela deu à luz: Prince Michael, de 12 anos, e sua irmã Paris Michael Katherine, de 11.

Em declarações a uma emissora local de TV da rede "NBC", Deborah, afastada do processo de educação e crescimento dos menores, que estiveram sempre sob a tutela de Michael, afirmou querer seus filhos e estar disposta a provar que é a mãe biológica deles com exames de DNA.

Deborah, que foi esposa de Michael entre 1996 e 1999, teve seus interesses pelos menores colocados em xeque várias vezes enquanto o cantor estava vivo.

A ex-mulher do astro confessou que teve os filhos como "favor pessoal" a Michael, que aparentemente teria se dado bem com ela, e aceitou se desinteressar por eles até que começou o escândalo dos supostos abusos a menores cometidos pelo rei do pop.

Deborah pediu nos tribunais em 2003 a custódia de Prince e Paris, e uma corte de apelações decidiu a seu favor em 2006.

No entanto, acabou chegando a um acordo extrajudicial com Michael, que deu à ex-mulher uma grande soma em dinheiro por ocasião da assinatura do divórcio.

Em seu testamento, divulgado ontem, Michael Jackson deixou explicitamente Deborah fora de qualquer herança, e pediu que sua mãe Katherine ou, em sua falta, a cantora Diana Ross ficassem com a custódia de seus três filhos.

O caçula das crianças, Prince Michael II, de 7 anos, foi gerado por uma mãe de aluguel de identidade desconhecida.

Atualmente, os herdeiros do rei do pop estão sob os cuidados temporários de sua avó Katherine, de 79 anos, que na última segunda-feira apresentou um requerimento à Corte Superior do condado de Los Angeles para assumir a tutela legal das crianças.

Katherine Jackson alegou que os filhos de Michael "não têm relação com suas mães biológicas", e que mantêm "uma longa relação" com ela.

Na próxima segunda-feira deve ser realizada uma audiência judicial oral para dirimir qual será o futuro dos menores. Na ocasião, também deve ser tratado o processo de transferência da gestão do império construído por Michael, que, segundo a última vontade do astro, será comandado por dois executivos.

Após a morte do cantor, compositor e dançarino, vários meios de comunicação afirmaram que Michael não é o pai biológico de nenhum de seus filhos, e que também não chegou a adotá-los oficialmente.

Tais veículos de imprensa atribuíram a paternidade a seu médico dermatologista e ex-chefe de Deborah.

A revista "US Weekly" informou hoje que Michael tinha a intenção de dividir o palco em Londres com seu filho mais velho, Prince Michael, naquela que seria a estreia artística do menor.

"(Michael) Queria que seus filhos o vissem atuar pelo menos uma vez, para sentir a Michael Jackson mania", disse seu ex-empresário, Stuart Backerman, que declarou que estava sendo preparado um "pequeno dueto com Prince".

A última atuação do cantor foi gravada pela AEG, empresa organizadora dos shows que seriam feitos na capital britânica. Foram registradas mais de 100 horas de gravação dos ensaios feitos pouco antes de sua morte em Los Angeles.

Nas imagens reveladas hoje, e correspondentes a 23 de junho, dois dias antes de sua morte, Jackson dançava e cantava sobre um palco sem que pudessem ser observados problemas físicos.

A Polícia de Los Angeles, em colaboração com a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), continua investigando a possível vinculação de um abuso de medicamentos à parada cardíaca que levou Michael à morte.

A DEA investigará se houve delito na distribuição de narcóticos de prescrição médica ao astro, que aparentemente usava nomes falsos para obter as receitas.

A família de Michael ainda não confirmou onde e quando ocorrerá o funeral do cantor, embora diferentes fontes assegurem que haverá um sepultamento particular às 10h de Los Angeles (14h de Brasília) na próxima terça-feira.

O ato poderia ser acompanhado posteriormente por uma cerimônia pública, esta sim de grandes proporções. EFE fmx/fr

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