Exército negocia continuidade das obras na Providência

O comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Mauro César Lorena Cid, tentou hoje evitar a paralisação dos 75 operários do projeto Cimento Social, no Morro da Providência, zona norte do Rio de Janeiro, prometida para amanhã. O militar se reuniu com a presidente da Associação dos Moradores da favela, Vera Melo, e prometeu diminuir o efetivo da tropa, instalar uma Ouvidoria do Exército na comunidade e implantar os projetos sociais que estavam previstos, mas nunca saíram do papel.

Agência Estado |

Na segunda-feira, os operários cruzaram os braços por um dia. Eles retomaram as obras para terminar casas que estavam sem teto e prometeram não trabalhar a partir de amanhã até a retirada dos militares. "Acho que as obras estão sendo boas para a comunidade, mas paralisar ou não é uma decisão que cabe aos trabalhadores", disse Vera Melo.

Líder do protesto, o encarregado da obra, Alex Oliveira dos Santos, de 32 anos, convocou lideranças comunitárias e moradores para um encontro, ainda hoje, com os operários, para juntos decidirem sobre a continuidade dos trabalhos. Pela manhã, as mães das vítimas receberam a visita da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva. Ela foi a primeira representante do governo estadual a subir o morro após a morte dos três jovens. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) está na Alemanha.

"Todos os equipamentos da nossa secretaria estão à disposição dos familiares das vítimas e nossa Ouvidoria ajudará a recolher depoimentos sobre as denúncias de violência cometidas nesta comunidade", disse Benedita. Ela prometeu apoio psicológico ao irmão de um dos três jovens que foram mortos no fim de semana após serem entregues por 11 militares a traficantes rivais do morro da Mineira, na zona norte da capital fluminense.

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