O Comando de Aviação do Exército (Cavex), em Taubaté, no interior paulista, abriu inquérito militar para apurar um disparo que atingiu o cabo Leonildo Alves Ferreira, durante uma troca de serviço na manhã de ontem. Ele iria render um colega e ao verificar o armamento, foi ferido no queixo.

O projétil atravessou a nuca e provocou danos na coluna vertebral. O outro militar está preso na corporação e sua identidade está preservada até a conclusão da investigação.

Leonildo Ferreira está internado no Hospital Regional de Taubaté. Segundo um dos médicos da equipe, ele está em coma induzido e as próximas 72 serão decisivas para a sua recuperação e para avaliar se haverá seqüelas. "O estado dele é muito grave e esse período é o mais crítico", disse o médico Izac Souza.

Conforme o oficial interino do setor de comunicação social do Cavex, coronel Souza Dias, esse tipo de procedimento é diário. O oficial explica que na troca de serviço, o armamento deve ser transferido sem o carregador e a conferência feita com o alvo apontado para o chão ou para cima.

Luiz Augusto Alves Ferreira, pai do cabo ferido, questionou justamente essa questão. "Como leigo eu sei que o procedimento deve ser assim. Entretanto, questionamos se houve imprudência, pois se o disparo foi acidental como se explica a trajetória do projétil", afirmou. Hoje, foi feita uma reconstituição do caso pela própria sindicância militar. O oficial de comunicação social do Cavex informou que todas as providências serão tomadas para apurar as responsabilidades e punições.

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