Ex-diretor-geral do Senado pede licença por três meses

BRASÍLIA (Reuters) - Acusado de comandar a edição de atos secretos, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia pediu nesta quinta-feira licença de 90 dias de suas atividades como servidor da Casa. Na véspera, senadores entraram com pedido para a abertura de um processo disciplinar administrativo contra o ex-diretor, que pode levar a sua demissão.

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O pedido de Agaciel foi entregue ao primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI). Maia afirmou que precisa de mais tempo para se defender e alegou que a família está sofrendo com as denúncias. Sua mãe estaria com problemas de saúde.

Agaciel, há 14 anos na função, foi indicado para a diretoria-geral pelo atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Após as denúncias, ele foi afastado da chefia em março, mas seguiu como funcionário da instituição.

A princípio, a legislação garante o direito ao recebimento de salário nesses casos, mas a equipe técnica do Senado ainda pode analisar a obrigatoriedade da remuneração.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Agaciel Maia, por meio de ato secreto, elevou seu salário acima dos 24.500 reais mensais. Este é o teto definido pela Constituição para o serviço público, equivalente à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

(Reportagem de Natuza Nery)

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