Ex-deputados e estudantis debatem 1968 em Salvador

A platéia majoritariamente formada por estudantes universitários alternativos, vestidos com bermuda, camiseta e chinelo de dedo, cultivando cabelos rastafári e barbas ralas, ficou paralisada quando ouviu do ex-líder estudantil e ex-deputado federal Vladimir Palmeira (PT) que a ditadura militar foi um avanço. Os militares, no princípio, fizeram reformas que a sociedade civil não conseguia promover, disse, para justificar.

Agência Estado |

"E foram essas reformas - impopulares - que levaram a classe média, que antes apoiava o golpe, a se posicionar contra, em um movimento que levou aos levantes estudantis de 1968."

Palmeira participou, junto com ex-ministro-chefe da Casa Civil - também ex-líder estudantil - José Dirceu da abertura do evento 68+40, na noite desta terça-feira, no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O evento, promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia, relembra os atos contra a ditadura militar promovidos em 1968 e prevê uma extensa programação até o fim do ano.

Palmeira foi além e disse que o "movimento estudantil de hoje e a universidade como um todo são uma droga". "Os líderes estudantis ignoram a vontade das bases, não sabem o que os estudantes querem", dispara. "E as universidades são administradas por reitores que se reúnem em um pacto conservador. Eles só sabem pedir verba para o governo."

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