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Ex-deputado confessa uso irregular de verba em AL

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), confirmou hoje, em entrevista à imprensa, que adquiriu R$ 120 mil de empréstimo no Banco Rural com o aval da Assembléia Legislativa de Alagoas quando era deputado estadual, em 2003. Segundo Almeida, o empréstimo foi pago com a verba de gabinete, mas não foi para ele, e sim usado para ajudar a montar uma fábrica de derivados de leite para o então deputado estadual, hoje deputado federal, Francisco Tenório (PDT).

Agência Estado |

O prefeito Almeida disse que o empréstimo foi pago com quatro cheques de R$ 30 mil da sua verba de gabinete, mas não lembra se os cheques estavam no nome dele. "Quando entrei na Assembléia, em 2003, o presidente da Casa, Celso Luiz, disse que cada deputado tinha direito a tirar R$ 120 mil de empréstimo. Eu não quis contrair o empréstimo, mas seis meses depois ele me procurou falando que o deputado Chico Tenório (então vice-presidente) precisaria do dinheiro, para a montagem da fábrica de leite. Eu aceitei fazer o empréstimo em meu nome, que seria pago com o dinheiro da verba de gabinete", afirmou.

A revelação foi feita um dia depois do superintendente da Polícia Federal (PF) no Estado, delegado José Pinto de Luna, ter dito que o deputado estadual Ricardo Nezinho (PTdoB) usou verba da Assembléia para comprar um trio elétrico. "Logo ele (Nezinho) que esteve na sede da Polícia Federal, acompanhado pelo presidente interino da Assembléia, Alberto Sextafeira. Foram recebidos por mim, no meu gabinete. É muita cara de pau", disse Luna, em entrevista a uma emissora de TV.

Segundo o superintendente da PF, o trio elétrico de Nezinho foi pago com a verba de Gratificação de Atividade Parlamentar (GAP), criada no início do ano passado pela Mesa Diretora da Casa, cujo presidente, Antônio Albuquerquer (expulso do DEM e atualmente sem partido), é apontado com chefe da organização criminosa que desviou mais de R$ 280 milhões dos cofres do legislativo alagoano. Nezinho confirma que comprou o trio elétrico, mas nega que o dinheiro tenha sido da Assembléia.

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