Ex-Deep Purple Jon Lord abre Virada Cultural com clássicos e orquestra sinfônica

SÃO PAULO ¿ O fundador e ex-tecladista da banda de rock Deep Purple, Jon Lord, abriu a Virada Cultural com o repertório do álbum de 1969 ¿Concerto para grupo e Orquestra¿ e alguns hits do clássico ¿Machine Head¿. Acompanhado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e pelos músicos Steve Balsamo (vocal), Kasia Laska (vocal), Chester Kamen (guitarra), Guy Pratt (baixo) e Steve White (bateria), apresentou as músicas de riffs de rock com arranjos de música clássica.

Bruno Rico, repórter do Último Segundo |


Mesmo atendendo à pontualidade britânica, (o show começou apenas 10 minutos atrasado), o público, ansioso, gritava o nome de Lord com o bom humor característico do brasileiro. Dentre os apelidos que o rockeiro ganhou, os mais cômicos foram João de Deus, Joãozinho e Seu João. (Lord, na tradução literal, significa Deus ou Senhor).

A sincronia entre a orquestra paulista e a banda de Jon Lord impressionou a plateia. Entre solos agudos e distorcidos de seu órgão, os violinos, baixos e harpa preenchiam a parede de som. Na apresentação, ora tocava a orquestra, ora a banda. O público, composto de "fieis" de rock, mantinham a atenção voltada aos arranjos clássicos, mas, quando o órgão de Lord soltava seus ataques agudos, o público reagia com a intensidade religiosa característica dos públicos fãs de rock´n roll clássico. 

Embora o show anunciado seja o Concerto para grupo e Orquestra, o ápice da apresentação deu-se no final quando Lord tocou dois clássicos do álbum Machine Head: Soldier of Fortune e Pictures of Home.

Concerto para grupo e Orquestra, 1969

Fora da banda desde 2002, o tecladista ficou conhecido por tocar acordes de rock´n roll com arranjos de música clássica. Executado pela primeira vez pelo Deep Purple em 1969, Concerto para grupo e Orquestra foi um álbum inusitado e marcou uma revirada no estilo da banda. Antes deste, os álbuns Shades of Deep Purple (1968), The Book of Taliesyn (1968) e Deep Purple (1969) ¿ já demonstravam influências semelhantes, mas sem os arranjos clássicos e, principalmente, sem a orquestra.

Se, hoje, é comum ver bandas de rock pesado tocando com orquestras, no final da década de 60 o álbum trouxe uma mudança no estilo para o grupo e influenciou a fase seguinte da banda, responsável pelo grande sucesso. Após Concerto para grupo e Orquestra, a banda lança Fireball (1971), Made in Japan (1972), Machine Head (1972) e Burn (1974), e consolidou-se como uma das maiores bandas de hard-rock de todos os tempos.

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