Ex-coronel acusa deputado por morte de bancário em AL

O ex-tenente-coronel da Polícia Militar (PM) de Alagoas Manoel Francisco Cavalcante acusou o deputado estadual João Beltrão (PMN) de ser o mandante do assassinato do bancário Dimas Holanda, ocorrido em abril de 1997, no bairro de Santo Eduardo, em Maceió. A acusação foi feita hoje durante depoimento de Cavalcante aos juízes da 17ª Vara Especial Criminal, no Fórum do Barro Duro, na periferia da capital alagoana.

Agência Estado |

O ex-militar, que ficou conhecido como chefe da "gangue fardada", chegou ao fórum escoltado por agentes penitenciários federais. Ele foi convocado para depor sobre o assassinato do bancário Dimas Hollanda porque já chegou a acusar o ex-governador Manoel Gomes de Barros pelo crime. No entanto, nos últimos anos, mudou de versão e passou a acusar João Beltrão como o mandante da morte do bancário. O deputado nega e acusa o ex-governador.

Numa acareação feita pelos deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, Cavalcante acusou Mano - como o governador é conhecido - de ter mandado matar Dimas porque o bancário teria passado mão nas nádegas da então noiva de Nelito Gomes de Barros, filho do ex-governador e atual deputado estadual pelo PMN. Nelito está afastado da Assembléia Legislativa, acusado de envolvimento no desvio dos R$ 280 milhões do legislativo alagoano. Na época da acareação, Mano negou qualquer envolvimento no crime.

Apesar da mudança de versão, a acusação de Cavalcante contra Beltrão foi acatada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que atua na investigação por meio do Grupo Estadual de Combate as organizações Criminosas (Gecoc). Com base na nova versão do ex-militar, são apontados como autores materiais do assassinato os militares Daniel Sobrinho (sargento), Paulo Nei e Waldomiro Barros (ambos soldados), além de Eufrásio Tenório Dantas, conhecido como Cutita , que era dono de ferro velho. Os militares são ligados ao deputado e respondem por outros crimes de pistolagem.

Prisão

Após o seu depoimento, o ex-coronel Cavalcante foi escoltado até o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, de onde seguirá em vôo fretado para o Paraná. Lá, ele será levado para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, onde cumpre pena por vários crimes e assassinatos, entre eles o assassinato do tributarista Sílvio Vianna, morto a tiros em 28 de outubro 1996, em Maceió.

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