Ex-colaborador de Alckmin assume secretaria de Kassab

Em meio à disputa pela sucessão municipal de outubro deste ano em São Paulo, que até o momento tem colocado em lados opostos tucanos e democratas, o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), passa a contar, a partir de hoje, com mais um secretário ligado aos tucanos, o promotor Paulo Sérgio Oliveira e Costa. Ele já foi presidente da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de janeiro de 2003 a janeiro de 2004, na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Agência Estado |

O promotor Costa assume a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura em substituição a Floriano Pesaro, que depois de três anos no cargo - assumiu na gestão de José Serra - decidiu disputar uma vaga de vereador na Câmara Municipal de São Paulo, nas eleições deste ano.

Pesaro, que é filiado ao PSDB, também atuou no governo Geraldo Alckmin, na Secretaria da Casa Civil. No discurso de despedida, Pesaro disse que deixava a secretaria, mas não iria abandonar a luta por uma cidade mais participativa. A sintonia demonstrada entre democratas e tucanos na administração da maior prefeitura do País não é a mesma registrada nos bastidores da corrida sucessória municipal de outubro deste ano. Na semana que vem, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, chega à capital para uma conversa com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo. E até o final deste mês, Alckmin e Kassab também terão um novo encontro para discutir as eleições à Prefeitura.

A militância tucana tem pressionado a direção da legenda em São Paulo para que formalize até o final deste mês a candidatura Alckmin. Os tucanos estão preocupados com a ofensiva da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que deverá ter sua candidatura à Prefeitura anunciada em breve. Ontem, em reunião com diretórios tucanos da zona leste, o presidente municipal do PSDB foi mais uma vez cobrado para que a legenda anuncie logo seu candidato.

Na reunião, Lobo falou que a candidatura própria (de Alckmin) está colocada, mas disse que era preciso esgotar as possibilidades de uma aliança com os democratas. Lobo confirmou o encontro que terá na próxima semana com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e pediu calma aos militantes, alegando que 15 dias a mais não farão diferença, já que está em jogo a união de partidos que têm um objetivo comum. No PSDB, a expectativa é de que até o final de abril o assunto esteja definido.

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