Excesso de entulho e chuva atrasam buscas no Morro do Bumba, em Niterói

As buscas por vítimas do deslizamento de terra ocorrido às 20h50 desta quarta-feira no morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim, em Niterói, enfrentam dificuldades como a extensão da região, o excesso de entulho e a chuva. O Corpo de Bombeiros informa que entre 40 e 50 casas foram atingidas. É muito complicado. Tem muito entulho, muita alvenaria, disse o subcomandante José Paulo Miranda de Queiroz.

Robson Abreu, iG Rio |


Arte iG

No alto do morro, havia um campo de futebol, uma pizzaria e uma creche. Às 4h30, os bombeiros enfrentavam dificuldades para chegar à região e limitavam as buscas limitavam às áreas periféricas do morro.

O deslizamento provocou ao menos seis mortes. Até as 5h de quinta-feira, 21 sobreviventes haviam sido resgatados do Morro do Bumba. Com isso, sobe para 85 o número de mortes confirmadas no município por causa das chuvas que atingem a região desde o início da semana. Niterói é a cidade mais afetada pelos temporais que castigam o Rio de Janeiro há dois dias.

AE

Trabalhos de resgate durante a madrugada de quinta-feira no morro do Bumba

A principal preocupação das autoridades é a retirada dos entulhos para evitar ferimento pessoas que estão embaixo dos escombros. Como a luz foi cortada para evitar explosões e incêndios, é difícil saber também a extensão e a quantidade de terra que cobriu as casas. O Corpo de Bombeiros confirma, entretanto, que este foi o maior deslizamento desde o início das chuvas.

A Prefeitura de Niterói já informou que as casas atingidas estariam todas habitadas. Na hora, chovia e ventava muito na região, na zona norte de Niterói. Pouco depois da tragédia, moradores estavam desesperados, chorando, gritando nomes de parentes e tentando ajudar com as próprias mãos as equipes dos bombeiros que foram desviadas de outros locais para tentar encontrar soterrados.

Cinco unidades dos bombeiros, entre os quais o Grupamento Florestal com cães farejadores, foram deslocadas para a região. Os bombeiros informaram também que a cúpula da corporação e da Secretaria Estadual da Saúde e Defesa Civil se encaminhavam para a área atingida. Cerca de 150 homens trabalham no local.

Histórico

A chuva está sendo considerada a mais intensa já registrada na cidade nas últimas décadas. Muitas pessoas não conseguiram retornar para suas casas na segunda-feira, pois o transporte público foi afetado devido a áreas de alagamento registradas em diversas partes da capital e região metropolitana.

Em menos de 24 horas choveu em média 288 milímetros na cidade, segundo a Prefeitura do Rio.

*com informações da Agência Estado


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