Exames revelam que meningite matou turista em cruzeiro

O turista Diego Mendes de Oliveira, de 26 anos, que morreu durante um cruzeiro marítimo no último dia 17 de janeiro, tinha meningococcemia, uma infecção generalizada causada pela bactéria meningococo, uma das variantes da meningite. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde, após resultados de exames realizados no Instituto Adolfo Lutz.

Agência Estado |

A presença da bactéria meningococo, causadora da doença, foi encontrada nas amostras de sangue e do líquido dos pulmões da vítima.

A Secretaria já iniciou trabalho de medicação preventiva em pessoas que tiveram contato próximo com a vítima. Cerca de dez pacientes de cidades do ABC - Diego era morador de Santo André, no ABC paulista - e da cidade de São Paulo, identificados como comunicantes, já foram medicados com antibiótico para evitar a doença.

A secretaria informa que a doença não é transmitida pelo ar, e somente pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com o paciente, numa distância de até 1,5 metro e durante um intervalo de pelo menos quatro horas, devem ser medicadas. Por isso a Secretaria descarta a necessidade de medicar todas as pessoas que estavam a bordo do navio.

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado oferece orientação a pessoas que tiveram contato com a vítima em distâncias e intervalos de tempo que possam indicar possibilidade de contágio pelo seu telefone de plantão: 0800-55-54-66. O atendimento funciona 24 horas.

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